
*Com Rui Marote
A condenação do deputado e dirigente Lino Abreu a mais de dois anos e meio de prisão efectiva por crime de corrupção está a abalar o CDS, cuja Comissão Política se reúne esta noite de urgência. É que Lino Abreu, enquanto secretário-geral do partido, reunia sob a sua alçada múltiplas competências, e agora há que decidir se continua em funções ou se, no caso de ser substituído, a quem serão delegadas essas atribuições.

São questões “quentes” que o partido vai discutir hoje. O líder regional, António Lopes da Fonseca, já reafirmou a sua confiança em Lino Abreu e no facto de que quaisquer factos que lhe são imputados como crime resultaram de acções realizadas de boa fé. Lino Abreu não desarma e vai recorrer. Recorde-se que foi ele próprio que pediu a suspensão da imunidade parlamentar por, alegadamente, se sentir de consciência tranquila. Mas a verdade é que a sentença do tribunal lhe foi adversa e as consequências políticas, em termos de imagem pública, da condenação para o partido são inegáveis.

Perante esta realidade, não se sabe se o apoio que Lopes da Fonseca lhe consagra chega para o manter em funções. Nos círculos internos do CDS já se comenta que há responsáveis que ‘baterão com a porta’ caso Lino Abreu continue a ser o secretário-geral, dado as implicações que tal traria para o partido.
Entretanto, há questões por explicar, relativas a decisões de gestão de Lino Abreu no partido, que começam a gerar algum burburinho. Como a alegada contratação de assessores ou a nomeação de advogados para assuntos do partido.

Entretanto, o grupo parlamentar do CDS, que agora exibe uma cadeira vaga na Assembleia Legislativa Regional, parte no domingo para os Açores, para reuniões parlamentares.
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