ADSE com novas tabelas

Foto: economico.sapo.pt
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**Há actos médicos que os pacientes vão começar a pagar e outros que custarão menos. O Director-geral do subsistema de saúde da Administração Pública diz que deste modo os beneficiários estão mais protegidos.

Existem novas tabelas na ADSE, nalguns casos, vão-se traduzir em menores custos, Noutros,o utente terá de pagar um ato que até aqui não tinha que desembolsar.

O director-geral da ADSE, Carlos Baptista refere o caso das próteses colocadas em cirurgias realizadas nos hospitais privados, em que o utente paga 20% do valor da prótese até ao valor máximo de 200 euros.

“Se a prótese custar 60 mil euros, paga 200 euros, se custar 200, paga 40”, exemplifica, justificando a alteração com a necessidade de “critérios de racionalidade”. “Como estes valores não eram pagos pelos beneficiários, a tendência de alguns operadores era facturar próteses de valor superior àquilo que é normal”, explica Carlos Batista.

Relativamente a pagar menos, temos os exames de TAC e ressonâncias magnéticas.

“Das quatro alterações que a ADSE introduziu recentemente no regime convencionado, os beneficiários vão ter um menor custo, apesar de algumas rubricas poderem pagar ligeiramente mais do que na situação actual. Foram introduzidos critérios de racionalidade económica, para dar alguma sustentabilidade ao sistema e para defender os beneficiários”, diz Carlos Baptista.

“Ao mesmo tempo, fixou-se um preço para actos cirúrgicos em ambulatório, que antes eram facturados à linha e agora fixou-se um preço e o beneficiário paga uma percentagem desse preço e não da factura apresentada pelo hospital”, acrescenta.

Com esta nova tabela e as quatro alterações essenciais, com as quais a ADSE deverá poupar quatro milhões de euros por ano, enquanto hospitais privados devem perder cinco milhões, segundo os cálculos do director-geral do subsistema.


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