Jardim diz que não foi “erro político” regionalizar estradas municipais

alberto-joao-jardim-11O ex-presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim reagiu hoje à aprovação, na Assembleia Regional, do diploma que devolve à Câmara do Funchal as ruas marginais às ribeiras:

“No Parlamento da Região Autónoma, quando da discussão do diploma que torna a atribuir à Câmara Municipal do Funchal a tutela de umas vias de circulação, o Dr. Sérgio Marques classificou de “erro político” um dos meus Governos as ter chamado ao controlo do Executivo.
Não gosto de ser injustamente acusado, pelo que eis-me a cumprir o meu compromisso de esclarecer, através de meios que não me censuram – reparem na vigarice do programa da RTP/Madeira, sem contraditório, sobre o 20 de Fevereiro.
Quando um dos meus Governos assumiu essas rodovias, foi para tornear a ameaça expressa na comunicação social da época, de eventualmente a Câmara de então poder impedir o trânsito de viaturas essenciais para a requalificação da Avenida do Mar, com a qual não concordava.
Era preciso não desperdiçar tempo e dinheiro, todos sabem que não pertenço ao clube dos “politicamente correctos”, mas ao clube “é para fazer, tem de ser feito”.
Manter o calhau cuja composição mineralógica se traduz num endurecimento semelhante ao de algumas cabeças, constituíra um “braço de ferro” político da burguesia funchalense, numa luta de classes que marcou o meu tempo.
Dai, por oposição, o nome Praça do Povo. O qual espero nunca ser mudado para Praça Casa de Bragança.
Como se vê, não foi um erro político.
Era bom que as pessoas definitivamente digerissem contratempos políticos anteriores e se afirmassem pelo seu trabalho, em vez de recorrer ao denegrir de Companheiros antecessores que deixaram obra e não enriqueceram com a Política.
Aliás, não está errada a devolução dessas vias à Câmara Municipal, pois Esta não me parece capaz da situação então torneada, ainda que vá assumir mais encargos”.


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