Saúde e dívida são temas em debate esta manhã no parlamento regional

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A Assembleia Legislativa Regional discutiu na manhã de hoje, na generalidade, o projeto de resolução, da autoria do PCP, intitulado “Da urgência do Plano Regional de Saúde 2016-2020”, após apreciação pela 5ª Comissão Especializada. Aquele partido de esquerda defende um planeamento estratégico que passa pela identificação das muitas situações de dificuldades por que passa o sector na Região, e pelo combate cuidadoso a tudo aquilo que obstaculiza a resolução das questões pendentes e que afectam gravemente os utentes; mas a maioria PSD no parlamento entende que já existe uma estratégia para a Saúde em funcionamento, apesar de admitir que existem situações que têm de ser resolvidas.
O médico e deputado centrista Mário Pereira foi, mais uma vez, o porta-voz de uma série de situações menos abonatórias na área da saúde, afirmando, mesmo, que existe discriminação na nomeação de cargos de chefia de serviços a pessoas conotadas com o seu partido ou com actividade sindical. Por outro lado, denunciou a falta de neuro-radiologia nas urgências.
A apreciação, na generalidade, do projecto de resolução da autoria do BE, intitulado “Renegociação da dívida e sustentabilidade das contas públicas regionais”, após apreciação pela 2ª Comissão Especializada, suscitou debate acalorado entre a oposição e o PSD, e mesmo entre os próprios partidos da oposição. Jaime Leandro, líder da bancada parlamentar socialista, admitiu que, de facto, devem haver sinergias entre partidos ao nível regional e nacional, mas que é injusto projectar no governo da República a resolução de todos os males que afectam a RAM neste momento, como o parece querer o PSD, que, em seu entender, não fez funcionar eficazmente essas mesmas supostamente necessárias sinergias.
Também considerou injusto que alguns partidos de esquerda estejam, em seu entender, a alinhar pela mesma bitola, de exigir a resolução de problemas específicos da Região ao executivo de António Costa.

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