O Museu Etnográfico da Madeira registou em 2015 menos visitantes. Cortes no pessoal levaram a alterações no horário de funcionamento e o museu passou a estar fechado dois dias por semana. A instituição está, porém, apostada em reavivar tradições e a preservar o património gastronómico da Região, como é o bolo do caco.
O Museu está a celebrar o Carnaval desde o passado dia 28 com o projeto “CARNAVALando”, uma iniciativa da responsabilidade dos Serviços Educativos daquela instituição.
No âmbito deste projeto, que tem como público-alvo os mais novas, está patente, no interior do museu até ao dia 22 de vevereiro uma exposição de máscaras pintadas pelos alunos do 6º ano da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares.
No dia 4 de fevereiro, os Serviços Educativos vão promover um atelier de experimentação plástica sobre o tema do Carnaval, entre as 10 e as 12 horas e das 14 às 16 horas. A participação nesta iniciativa é gratuita mas carece de marcação prévia junto dos serviços competentes. Além deste atelier, durante todo o dia 4 haverá ainda lugar a momentos de descontração no jardim do museu, com “Brincadeiras Carnavalescas” (pinturas de rosto e danças).
Carnaval no aeroporto
Ainda sob o tema do Carnaval, o Museu Etnográfico tem patente desde a última sexta-feira, dia 29 de janeiro, a exposição itinerante “Máscaras”, no piso 0 do Aeroporto da Madeira. Trata-se de uma mostrade diferentes máscaras, subordinadas à temática das “Flores”, pintadas pelos alunos do 6º ano da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, orientados pelo Professor António Lume.
Bolo caco no museu
Já no átrio do museu, a partir da próxima terça-feira até ao dia 7 de agosto, estará patente a Exposição “Gastronomia Tradicional: o Bolo do Caco”. Esta mostra inclui-se no projeto “Acesso às coleções em Reserva”, através do qual, semestralmente é apresentada uma nova temática no átrio da instituição com o objetivo de proporcionar uma maior rotatividade das coleções do museu que não se encontram expostas ao público.
Recorde-se que antigamente o bolo do caco era amassado à mão e cozido num caco (recipiente de barro), abafado de cinza ou em lume vivo, dando-lhe a forma de um bolo redondo e achatado. Atualmente, em algumas unidades domésticas ainda se coze o bolo do caco em cima de uma pedra de tufo (cantaria) aquecida no lar. Nos arraiais e estabelecimentos comerciais, generalizou-se o uso de uma chapa de ferro.
Falta de funcionários reduz visitantes
Inaugurado em junho de 1996, o Museu Etnográfico da Madeira foi visitado por cerca de 6.500 pessoas em 2015 (16.900 utilizadores em todo o espaço), uma diminuição relativa ao total de visitas registadas em 2014. Tal fica a dever-se, segundo a instituição, à falta de funcionários verificada no início do ano, tendo o museu passado a encerrar dois dias por semana, quando até aí encerrava apenas um dia.
Este espaço museológico tutelado pela Direção Regional da Cultura fica localizado no antigo engenho de aguardente da Ribeira Brava e tem como vocação a investigação documentação, conservação e divulgação dos testemunhos da cultura tradicional madeirense. O acervo do museu integra coleções que abrangem variados aspetos sociais, económicos e culturais do arquipélago.
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