Os inevitáveis encontros entre a política e o jornalismo

Raimundo Quintal com Alberto João Jardim, Miguel Albuquerque e Silvio Silva. R. MAROTE DIGITAL
Foto Rui Marote

Nas memórias de hoje, o FN evoca quatro figuras desta terra com percursos distintos, mas que a agenda política e noticiosa leva, por vezes, a certos encontros e até desencontros.

Entre 1994-2002, Raimundo Quintal, integrava o executivo camarário de Miguel Albuquerque com o pelouro do Ambiente, Educação e Ciência. Na Presidência do Governo Regional estava o carismático Alberto João Jardim e à frente da Câmara da maior autarquia da Madeira Miguel Albuquerque. Um trio tão diferente como a água e o vinho, como os tempos ulteriores vieram demonstrar. Raimundo, o defensor intransigente da causa ambiental, sai da Câmara e Miguel Albuquerque enfrenta o chefe e sai vitorioso, ocupando hoje a presidência do governo. Como tanta coisa mudou desde o momento em que a objetiva registou esta imagem e não é apenas o adelgaçar da figura física.

Na imagem, uma nota de registo para Sílvio Silva (segundo, à esquerda), já falecido, antigo e ilustre diretor do Diário de Notícias do Funchal. O sempre encontro controverso entre o jornalismo e a política e Sílvio Silva, no seu estilo de semear consensos, a marcar uma época do jornalismo. Às críticas, reagia com o habitual sorriso e calmaria, tratando sempre todos com elevação e tendo sempre em mente que um projeto jornalístico nunca vinga hostilizando, por capricho e ganância, os leitores, desde o vendedor do mercado ao presidente de uma nobre instituição. Por isso, tinha a Região e os estrangeiros a conviverem com a redação numa salutar parceria.


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