
Rui Marote (texto)
O histórico do PS, recentemente falecido, Almeida Santos tem uma longa ligação à família de Dionísio Pestana.
Almeida Santos já era advogado dos Pestanas em Moçambique, na então Lourenço Marques (hoje Maputo).
Este foi o homem que aconselhou Manuel Pestana e irmãos na construção do prédio Funchal naquela província ultramarina.
Essa amizade prolongou-se na Madeira, com as negociações da devolução do Sheraton à família pestana, com o término do contrato.
Este foi também o homem que ajudou e aconselhou a vinda de Dionísio Pestana para a Madeira, quando este estava prestes a ingressar no exército sul-africano e a ser transferido para a Namíbia.
Embora amigo dos líderes moçambicanos, nunca conseguiu que o Governo moçambicano devolvesse o prédio Funchal aos Pestanas, quando já estava transformado no hotel Rovuma.,
Foi nos Governos de Alberto João Jardim que a família Pestana entrou em Maputo, quando estava impedida.
Dionísio Pestana certamente estará presente no funeral de Almeida Santos.
Recorde-se que esta figura conhecida da política portuguesa estava em Moçambique quando se deu o 25 de Abril.
Regressou a Portugal e foi ministro da Coordenação Interterritorial e participou nas conversações para a independência de Moçambique com Mário Soares.
Os retornados nunca perdoaram a Almeida Santos, que veio para a Europa com todos os seus haveres.
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