O Movimento Partido da Terra está atendo À comunicada madeirense na Venezuela. Numa posição hoje tornada pública, o MPT diz que, actualmente, há cerca de um milhão e trezentos mil portugueses e luso-descendentes na Venezuela. Grande parte vive na cidade de Caracas e na sua maioria são madeirenses o que torna a Venezuela uma das maiores comunidades de madeirenses espalhadas pelo mundo.
“Nos últimos tempos tem vindo ao conhecimento de todos a onda de violência e dos problemas sociais que a Venezuela é vítima. Neste sentido, o Partido da Terra defende que o Governo Regional deveria dar mais atenção aos madeirenses que para lá emigraram em busca de uma vida melhor, manifestando apoio e estratégias de ação”.
Segundo o MPT “os sequestros, a violência, os assassinatos, as dificuldades em adquirir bens alimentares de primeira necessidade, a dificuldade em trazer as poupanças da Venezuela para Portugal devido a burocracias hediondas deste país, são algumas das muitas razões que deveriam tocar no bom senso do Governo Regional para ter uma insistente intervenção junto do Governo Venezuelano, de forma a encontrar alternativas credíveis para que os milhares de madeirenses possam enviar as suas poupanças para a sua Terra Natal”.
Para o partido, as poupanças outrora enviadas para Portugal por estes emigrantes provocaram recentemente muito desconforto aos próprios, pois já não conseguem nem podem confiar no sistema bancário português em vigor. O caso do BES e por último do Banif, fez com que os emigrantes ficassem com medo de transferir as suas poupanças para o seu país de origem.
Segundo dados do Banco de Portugal, os portugueses radicados no estrangeiro enviaram 6,8 milhões de euros para Portugal em 2008, menos um terço que o valor das remessas do ano de 2000, remessas estas que têm contribuído para equilibrar a «balança» de Portugal. Note-se que o maior corte registou-se nas remessas enviadas pelos portugueses residentes na Venezuela: nos primeiros seis meses de 2008 enviaram menos 3,1 milhões de euros, um corte de 31 por cento em relação ao mesmo período do ano de 2007. Todavia com a atual conjuntura, as poupanças dos emigrantes terão certamente outro destino, uma vez que a banca nacional deixou de ser credível.
Para o MPT não basta fazer visitas oficias. Não basta organizar conferências para falar de comércio com os emigrantes. O Madeirense que emigrou para a Venezuela sabe o que é trabalhar. Sabe o que é deitar tarde e cedo erguer. O Madeirense que emigrou para a Venezuela fê-lo em busca de uma vida melhor, fê-lo para obter dinheiro para poder ter uma velhice digna na Ilha que o viu nascer. Contudo, no atual momento e sem um apoio digno do Governo Regional, o madeirense trabalha, trabalha e trabalha na Venezuela e não consegue ter estabilidade para voltar à sua Terra.
O partido lembra que nas últimas eleições do passado mês de Dezembro, o Eurodeputado e Presidente do Partido da Terra, José Inácio Faria foi o único eurodeputado português a fazer parte da delegação de eurodeputados que para lá se dirigiram com o objetivo de testemunhar o acto eleitoral. José Inácio Faria fê-lo porque apesar da insegurança, entendeu que a gravíssima situação económica e de insegurança que se vive na Venezuela, exige mais do que declarações escritas a partir de Bruxelas ou minutos de silêncio em Estrasburgo.
“O Eurodeputado e Presidente do Partido da Terra, José Inácio Faria não quis ficar por meras palavras e tomou uma atitude, neste sentido apelamos e aconselhamos o Senhor Doutor Miguel Albuquerque a seguir este exemplo: passar das palavras aos actos! Os emigrantes madeirenses precisam de mais atenção por parte do Governo da sua Terra”, remata.
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