Novo líder do CDS-Madeira toma posição sobre Banif

(Foto Amílcar Figueira)
(Foto Amílcar Figueira)

O novo presidente do CDS/PP da Madeira, António Lopes da Fonseca, divulgou esta tarde a sua posição a propósito do Orçamento Rectificativo aprovado esta manhã na Assembleia da República e que está directamente relacionado com a solução de venda do Banif. Eis a posição:

“Solução para o BANIF levanta muitas dúvidas, mas CDS-PP Madeira não a inviabilizaria, pensando em primeiro lugar na economia da Região.

O CDS-PP Madeira entende que os contornos da venda do BANIF não estão suficientemente esclarecidos sabendo-se apenas que, mais uma vez, serão os contribuintes portugueses, inclusive os Madeirenses e Portosantenses, a pagar para acudir ao sistema bancário, desta vez pela mão do PS.

O Orçamento Rectificativo apresentado pelo Partido Socialista, que comporta a solução para o banco, levanta muitas dúvidas mas confirma diversas suspeições.

A primeira confirmação é a da insustentabilidade da coligação governativa, já que, à primeira dificuldade, o PCP e o Bloco de Esquerda (incluindo, com alguma surpresa, o deputado eleito pelo BE Madeira) abandonaram o Executivo de António Costa, votando contra a solução por este apresentada.

No que respeita a dúvidas, a fuga de informação que originou a queda final do banco através de uma inusitada corrida aos depósitos está por explicar; de que forma se faz a repartição entre o público e o privado, está por explicar; que outras alternativas foram descartadas pelo Governo do PS e o que levou ao caminho escolhido, também está por explicar.

Apesar de todas as dúvidas e de todas as incertezas, o CDS-PP Madeira entende que o essencial é proteger a economia da Região, através da salvaguarda dos depósitos dos Madeirenses e dos Portosantenses, dos emigrantes espalhados pelo mundo, e das linhas de crédito do sector público e privado da Região e nesse sentido, não votaria contra a solução apresentada pelo Partido Socialista, apesar, reforçamos, de todas as dúvidas que ela encerra.

O CDS-PP Madeira estará atento ao desenrolar do processo, colocando sempre e como sempre os interesses dos Madeirenses e dos Portosantenses em primeiro lugar e defende a necessidade de uma Comissão Parlamentar urgente, na Assembleia da República, para que se esclareçam todos os contornos deste processo”.


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