
Durante largos anos, a Indústria de Lacticínios da Madeira-ILMA foi uma referência nesta ilha nos seus produtos que eram comercializados pela Madeira até ao momento em que a maioria dos credores aprovou fechar definitivamente o investimento e proceder à liquidação do património. Mais de meia centena de trabalhadores foram atirados para o desemprego e a sede desta unidade empresarial continua ainda fechada, à espera de que ali nasça mais um empreendimento imobiliário que povoa a cidade.
A empresa fechou e os seus funcionários viram desmoronar anos e anos de serviço, sobretudo naquela que era o grande ativo da empresa, a fábrica, entretanto avaliada muito baixo do seus valor patrimonial, em 754 mil euros.
Se as empresas sucumbem à crise, a história fica para as gerações futuras. A figura carismática do leiteiro madeirense desapareceu, assim como o leite de manga, dando origem ao leite UHT. Menos ainda se lembram do leite Estrelícia e do Pico Ruivo, assim como os iogurtes e os gelados da ILMA, sempre muito procurados por miúdos e graúdos, por serem bons e baratos. Mas tudo isso, num ápice, passou à história.
O FN recorda ainda a famosa manteiga Zarco, de Martins e Rebelo, tão apreciada não só pelos madeirenses mas também pelos nossos emigrantes.
Neste périplo pelas memórias, o FN presta homenagem a Carlos Dória, um homem que muito fez pela pecuária regional, incentivando os agricultores madeirenses a investirem no setor e no seu tradicional palheiro. O progresso tem vindo a anular este historial tipicamente madeirense mas jamais o apagará.
Numa das visitas do anterior presidente do GR à África do Sul, uns madeirenses da Madalena do Mar, que detinham uma fábrica de laticínios na província de Natal, estiveram em vias de comprar a ILMA. Muita conversa e sem negócio preto no branco. Tudo falhou e os madeirenses contam com a ILMA fechada à espera de renascer com outra atividade.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





