Rui Marote em Yerevan, Arménia
A Arménia é um país localizado numa região montanhosa na Eurásia entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, no sul do Cáucaso. Faz fronteira com a Turquia a Oeste, a Geórgia a Norte, o Azerbaijão e o Irão a Leste e com o enclave de Nakhchivan (pertencente ao Azerbaijão) ao Sul.

Apesar de geograficamente estar inteiramente localizada na Ásia, a Arménia possuiu extensas relações sociopolíticas e culturais com a Europa.

Foi a menor das repúblicas da extinta União Soviética. Configura-se num estado unitário, multipartidário democrático, com uma antiga herança histórica e cultural. É constitucionalmente um estado secular, tendo a fé cristã uma grande identificação com o povo.

O país é uma democracia emergente e por causa da sua posição estratégica concilia alianças com a Rússia e com o Médio Oriente. Localiza-se no planalto com a envolvente montanha bíblica do Ararat onde, segundo a tradição judaico-cristã, a arca de Noé encalhou após o Dilúvio.

Estamos em Yerevan, a moderna capital da República Arménia. A cidade foi fundada em 782 a.C. e foi sujeita a invasões por diversos povos gregos, assírios, romanos, bizantinos, árabes, mongóis, persas, turcos otomanos…

No centro de Yerevan, a Praça da República é o lugar onde as cerimónias são realizadas. A mais notável das reuniões é o show militar anual do Dia da Independência.
Esta praça começou a ser construída em 1926, passou por diversas alterações ao longo dos anos e foi finalmente concluída em 1958.

Foi conhecida como Praça Lenin, onde se erguia a estátua do líder soviético Vladimir Lenin, a qual foi desmantelada em 1990, antes da independência da Arménia.
A praça em forma oval tem um padrão de pedra no centro.

Fontes de água estão localizadas na zona Nordeste da praça em frente à galeria nacional. Os prédios ao redor da praça são pintados de rosa e branco. O relógio do edifício da torre do governo foi feito em Moscovo e transferido para Yerevan em Julho de 1941. O diâmetro do relógio é de 4 metros. O comprimento do ponteiro dos minutos é de 188 cm, enquanto o das horas é de 170 cm.
Genocídio arménio

É como é chamada a matança e deportação forçada de centenas de milhares ou até de um milhão de pessoas de origem arménia que viviam no Império Otomano, com intenção de exterminar a sua presença cultural, a sua vida económica e seu ambiente familiar durante o governo dos chamados jovens turcos.
Caracterizou-se pela brutalidade dos massacres e pela utilização de marchas forçadas com as deportações que geralmente levava a morte de muitos dos deportados. Alguns historiadores consideram que esses actos são parte da mesma política de extermínio.
É o segundo mais estudado evento desse tipo, depois do Holocausto dos judeus na segunda guerra mundial.
Vários estudiosos afirmam que em 1939 nas vésperas da invasão da Polónia, Hitler teria pronunciado a seguinte frase, procurando dissipar preocupações com a reacção dos países do Ocidente: “Afinal quem fala hoje do extermínio dos arménios?”
A data de 24 de Abril de 1915 foi adoptada como início do massacre, por ter sido o dia em que dezenas de lideranças arménias foram presas e massacradas em Istambul. O governo turco sempre rejeitou, porém, o termo “genocídio organizado”, negando que as mortes tenham sido intencionais.
Cem anos depois, ainda persiste a polémica.
Tudo isto levou-me a visitar o Museu do Genocídio e o respectivo memorial.

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