CDU descoroçoada com vitória aparente da PaF

Ricardo lume cdu2

O ambiente não é nada, mas mesmo nada festivo na sede da CDU. E compreende-se, perante a previsível vitória da coligação PSD/CDS e pelo recuo da votação na CDU, em relação ao Bloco de Esquerda. Alguns, poucos militantes estão presentes na sede da Rua João de Deus, e em silêncio vão acompanhando os telejornais.

Ricardo Lume, o cabeça de lista da CDU à Assembleia da República, disse ao nosso jornal que os dados concretos que possuem neste momento indicam também que a coligação Portugal à Frente (PaF), que junta social-democratas e centristas, obterá menos votos do que há quatro anos, registando “uma redução bastante grande”.

“No decorrer desta noite ainda iremos saber ao certo a questão dos resultados, mas se houver essa maioria absoluta, será por uma margem mínima. E tudo indica que poderá não existir essa maioria absoluta… Só se poderá confirmar quando estiverem contabilizados os votos dos emigrantes (…)”, referiu.

Quanto à questão de a CDU ser previsivelmente ultrapassada pelo Bloco de Esquerda, Ricardo Lume comentou apenas referindo que a CDU “é uma força que intervém no dia-a-dia, não aparece só na altura das campanhas… E a questão é que iremos continuar a fazer o nosso trabalho de intervenção, de combate à política de direita”.

Por outro lado, deixou transparecer que uma vitória da coligação PaF é, de algum modo, descoroçoante para os comunistas, já que estes consideram que o PSD e CDS realizou, durante estes últimos quatro anos, aquilo que foi apelidado de “programa de agressão” ao povo português em geral e madeirense em particular.

“É verdade que houve realmente o programa de agressão. Não é de descurar a questão de se ter verificado uma abstenção de 40%, Aliás, os maiores prejudicados pela política de direita tiveram de sair do país, mais de meio milhão de jovens em idade de votar. E claro que esses, por engano ou não, na questão dos emigrantes, aconteceu o facto do voto por correspondência não chegar a muitos desses eleitores, sabe-se lá porquê”.

 

 


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