A culpa não pode morrer solteira na contaminação das águas do mar

 

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CDS reuniu com a Ordem dos Engenheiros. Foto CDS/PP

A propósito da má qualidade das águas, o Parlamento aprovou esta segunda-feira um pedido do CDS/PP para que a secretária do Ambiente venha à Comissão esclarecer os deputados e a população da Medeira.

O que é que anda a contaminar a água do mar? Quais são as fontes de origem do problema? Quem deverá ser responsabilizado por este crime ambiental, com perdas para o turismo e problemas de saúde pública para os residentes? O que é preciso fazer para estancar uma situação que passou a ser recorrente? São muitas as perguntas, algumas repetidas e já com anos, mas persiste um vazio de respostas.

O Grupo Parlamentar do CD/PP está a fim de inverter esta tendência bem portuguesa para deixar que a culpa “morra solteira” e iniciou contactos com ordens, grupos profissionais e instituições com quem pretende trocar impressões para poder atalhar a questão com argumentos, justeza e conhecimento de causa.

“Quatro das seis praias portuguesas com água de má qualidade estão na costa sul da Madeira”, começou por referir Isabel Torres, porta-voz do CDS/PP, explicando a finalidade da reunião com a Ordem dos Engenheiros. “Em nosso entender o mar é um ativo que terá de ser preservado, conservado e respeitado e por isso quisemos ouvir os engenheiros sobre as eventuais causas da poluição do mar.”

Do encontro resultou sintonia de pontos de vista entre o CDS/PP e a Ordem dos Engenheiros, que também tem acompanhado com preocupação as notícias sobre este tema.

Já quanto a medidas, reforçar a fiscalização; inspecionar equipamentos, a montante, que apresentam natural desgaste pelo uso de anos; desenvolver campanhas de sensibilização ambiental para evitar os despejos de materiais, águas e dejetos para as ribeiras, que depois desaguam no mar; acabar com os “buracos” na lei que geram indefinição em termos de responsabilidades, porque há entidades que têm a ETAR mas a estação elevatória poderá não ser da sua tutela.