Administrador do Lisbonense instaura processo disciplinar a 7 professoras que anunciaram greve

externato_lisbonense_2011_4
A estabilidade tarde em regressar ao conhecido Externato Lisbonense.

É mais um golpe na imagem do Externato Lisbonense, na sequências das polémicas que têm vindo a público nos últimos tempos. O administrador deste Colégio privado, Pedro Sousa, mandou instaurar um processo disciplinar às 7 professoras que anunciaram fazer greve para salvaguardar o seus direitos laborais.

Curiosamente, a greve anunciada para finais de abril foi suspensa, mas as professoras viram a sua entrada no Externato barrada pela administração, como o Funchal Notícias oportunamente divulgou. Entretanto, são agora informadas de que a intenção da administração é a de prescindir dos seus serviços.

As docentes já foram notificadas do processo disciplinar e o seu representante legal considera tratar-se de “um despedimento coletivo encapotado para não pagar as indemnizações a que as trabalhadoras têm direito”.

Segundo o advogado  Paulo Pita da Silva, a intenção do administrador é prescindir das professoras para recrutar professores no estrangeiro.

Por outro lado, apesar de o Externato promover-se como instituição bilingue, Paulo Pita da Silva adianta que o English British Council não deu qualquer certificação nesse sentido. As crianças que frequentam a  instituição, localizada na Rua dos Murças, enquadram-se no sistema de ensino regular, mas a administração pretendeu, a meio do ano letivo, proceder a uma alteração curricular que mereceu a discordância das professoras.

 


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.