Criminalidade violenta e grave baixou 7,7% na Madeira em 2014

logo_pspEm 2014, os órgãos de polícia criminal (PSP, PJ, GNR, SEF, Polícia Marítima) registaram 6149 crimes participados na Madeira, menos 359 participações do que no ano anterior (-5,5%).

A chamada criminalidade violenta e grave baixou 7,7% na Madeira, em 2014, registando 227 casos em comparação com os 246 registados em 2013. Ou seja, menos 19 casos.

Os dados estão no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), relativo a 2014, ontem divulgado pelo Ministério da Administração Interna e que o Funchal Notícias já leu.

Diz o RASI que, na Madeira, os crimes contra a vida em sociedade assumem maior importância.

Já os crimes previstos em legislação avulsa assumem, na Madeira, um peso menos elevado comparado com o resto da criminalidade.

No que concerne especificamente às participações registadas pela GNR e pela PSD na Madeira, estas duas forças de segurança registaram, em conjunto, 1011 casos em 2014 quando em 2013 tinham sido 1018. Houve um ligeiro decréscimo de 0,69%.

Ainda com cifras graves mas registando um pequeno decréscimo de 0,7% estão os números da violência doméstica na Madeira. Os casos participados baixaram ligeiramente mas a chamada taxa de incidência (números da violência doméstica em comparação com os demais crimes participados) cresceu 3,87.

Relativamente aos incêndios, fogo posto em floresta, mata ou arvoredo, o RASI dá conta que, em 2014, na Madeira, foram contabilizados 33 casos. Um número substancialmente inferior aos 59 casos registados em 2013.

Sobre acções de reposição da ordem pública em zonas urbanas sensíveis, o Relatório dá conta que, na Madeira, em 2014, foram efectuadas 278 operações.

Por seu turno, a PJ participou em vários exercícios, designadamente no porto do Porto Santo e no aeroporto da Madeira.

O RASI dá ainda conta do exercício que as forças de segurança desenvolveram em 2014 de protecção às instalações portuárias do Porto do Caniçal (terminal de contentores, gás natural e instalações portuárias) testando cenários complexos de explosões e incêndios.

A acção não é displicente uma vez que -reporta o RASI- em 2014, foram registados 1733 movimentos de navios nos portos da Madeira e Porto Santo entre cruzeiros, porta-contentores, graneleiros, cargas perigosas (69) e outros.

Dá também nota da realização, nas águas da Madeira, a sul, do exercício ‘Frontex’ (controlo e vigilância de fronteiras marítimas) envolvendo unidades navais e meios da Polícia Marítima.

São destacadas as colaborações com as entidades regionais designadamente o Serviço Regional de Protecção Civil e o Comando operacional da Madeira (militares).

Por exemplo, entre 28 e 29 de Novembro de 2014, os militares cederam alojamento temporário para 10 pessoas no RG3, na sequência de uma derrocada na estrada de acesso ao Curral das Freiras.

Dá-se ainda nota no RASI da concretização, pelo Ministério da Justiça, das novas instalações da PJ-Funchal, na Rua Coronel Sarmento.

Para 2015, é propósito do SEF-Madeira proceder à instalação do sistema RAPID no porto do Funchal.

Dois cidadãos foram deportados da Madeira em 2014.