
A Associação de Taekwondo da Madeira alcançou um honroso terceiro lugar no Campeonato Nacional de Cadetes da modalidade, que se realizou no passado fim-de-semana em Salvaterra de Magos.
A terceira posição no pódio foi obtida pelo atleta Jerónimo de Sousa, do Clube Desportivo Unidos da Camacha, na categoria de +65 kg Masculinos. Margarida Ferreira, do mesmo clube, classificou-se em 5º lugar em -44 kg Femininos. Ambos foram acompanhados pelo treinador Mário Rodrigues, 3º dan.
Os madeirenses marcaram presença e distinguiram-se pela digna participação numa competição difícil, na qual participaram cerca de duas centenas de atletas oriundos de todo o país.
Margarida Ferreira não conseguiu chegar à medalha que almejava conquistar, mas, de acordo com o seu treinador, “mostrou muita garra e vontade, conseguindo a aclamação do público presente no final de um combate espectacular com a atleta da Guarda”.

Já Jerónimo de Sousa esteve quase a chegar à final, mas acabou por acusar a falta de experiência nas competições nacionais. Alguns erros de arbitragem também não terão ajudado. De qualquer modo, perdeu apenas com o atleta de Setúbal, que acabou por sagrar-se campeão nacional, o que diz bem do valor potencial deste jovem madeirense, praticante de taekwondo e já cinto negro, aos 13 anos de idade.
De acordo com o mestre Mário Rodrigues, estes dois jovens desportistas da Madeira “fizeram a estreia nos campeonatos nacionais, competindo com atletas mais experientes, mas mostraram que o trabalho de formação do taekwondo na Madeira está a evoluir bem e que podemos esperar mais vitórias no futuro”.
Na comitiva madeirense participaram ainda, em apoio, a instrutora associativa Guida Gouveia e o presidente do CD Unidos da Camacha, Hélder Dinis Silva.
Mário Rodrigues é presidente da Associação de Taekwondo da Madeira, cinto negro 3º dan, treinador de grau 2 da FPT e árbitro nacional de combates e técnica. Na Madeira, nos últimos anos, tem vindo a desenvolver um trabalho meritório em vários escalões etários.

O taekwondo é uma arte marcial coreana que também tem, actualmente, o estatuto de desporto olímpico. Emprega uma grande variedade de técnicas, utilizadas de forma incisiva e a velocidades por vezes verdadeiramente explosivas. Porém, acautela acidentes através do uso, nas competições, de coletes, capacetes e demais material protector. Coloca uma grande ênfase, a nível desportivo, na apurada técnica de pontapés, talvez uma marca distintiva. Mas, enquanto prática de autodefesa, utiliza também golpes com os punhos ou com a mão aberta, com os cotovelos e joelhos, e emprega técnicas de luxação (chaves) e mesmo projecções, como meio de derrubar o adversário.
Apesar da sua origem marcial, mantém um estrito código de educação e de conduta e a sua prática desportiva está largamente disseminada por todo o mundo, sob a supervisão do Kukkiwon, a instituição que coordena a World Taekwondo Federation e todas as federações nacionais e associações distritais que lhe estão subordinadas. Tem sede em Seoul, Coreia do Sul.
A prática do taekwondo divide-se entre o intenso treino desportivo, com todos os exercícios para apurar a forma física e as capacidades corporais, e a aprendizagem cuidada e perfeccionista das técnicas, expressas em meticulosas coreografias denominadas Poomsaes. A estas vertentes vem somar-se a da aprendizagem das técnicas de autodefesa. Mas a prática em si do taekwondo já é um enorme contributo para a autoconfiança e as aptidões que permitem a alguém defender-se de um ataque injustificado. A contenção e a não-violência fazem, contudo, parte da aprendizagem, que exige disciplina mas está ao alcance de praticantes de todas as idades.
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