João Pedro Vieira ironiza recente polémica: “Calado e Coelho – o regresso dos que nunca foram”

João Pedro Vieira, ex-secretário-geral do PS-Madeira e vereador na CMF, pronuncia-se sobre a recente polémica entre as palavras de Pedro Calado – que tem dúvidas sobre a aplicação da riqueza que se tem produzido na Madeira – e Albuquerque, que reagiu à comunicação social dizendo que dispensa “palpites” porque o governo tem o seu próprio rumo.

O FN reproduz a opinião do também médico João Pedro Vieira sobre esta celeuma, com um título cáustico nas redes sociais “Calado e Coelho: o regresso dos que nunca foram”.

Eis a posição de João Pedro Vieira:

“1. A política portuguesa ofereceu-nos, na mesma semana, os “regressos” de dois “fantasmas” que pairam sobre as nossas cabeças: no país, Pedro Passos Coelho; na Madeira, Pedro Calado.

2. Passos Coelho voltou com a aura que sempre cultivou, a de Dom Sebastião da política portuguesa: o homem providencial que resta para salvar o país da decadência que ameaça, até, a “capacidade gestionária” da sua maior conquista democrática – o SNS.
3. Já Pedro Calado regressa com a velha e repetida estratégia regional de quem, depois de vinte anos de conivência e convivência com o regime, descobre as suas fragilidades, a começar pela injusta distribuição da riqueza. Seria caso para perguntar por onde andou Calado durante os últimos anos – mas só se não soubéssemos a resposta: de mão dada com os donos disto tudo.
4. Coelho ameaça regressar para destronar o seu número dois; Calado, para substituir o homem de quem foi sempre número dois.
5. Ora, apesar das coincidências quase sebastianistas um e outro não são a mesma coisa: enquanto Coelho se dedicou ao recato da academia, Calado saiu da política com estrondo e manteve-se ligado a agências de comunicação que trabalham para o Governo de Albuquerque e a associações lideradas por Berardo. Tudo isto a somar ao que hoje sabemos sobre a origem da sua própria riqueza, que alegadamente inclui pagamentos do seu anterior patrão já enquanto Vice-Presidente do Governo.
6. Calado bem pode ensaiar ser Coelho, até na forma áspera e amarga como fala, mas, na política e nos costumes, cheira mais a Montenegro: um homem de negócios feito número dois político e publicamente desrespeitado pelo “pai”.”

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