Rui Caetano exige explicações da CMF sobre denúncias de falhas na fiscalização de obras

O vereador do Partido Socialista na Câmara Municipal do Funchal exige que o executivo municipal reaja, “sem demoras, nem evasivas”, àquilo que considera serem as gravíssimas declarações proferidas pela presidente da Secção Regional da Ordem dos Arquitetos, Susana Neves, relativas ao panorama do urbanismo e da reabilitação na Região, a qual, apesar de ter reconhecido a qualidade de vários trabalhos de reabilitação, apontou falhas profundas nos processos.

De acordo com Rui Caetano, as denúncias públicas trazidas a debate pela Ordem dos Arquitetos colocam em causa a integridade dos processos urbanísticos, alertando para situações de clara falta de fiscalização e para a subsequente adulteração de obras. “A presidente da secção regional referiu um sentimento generalizado de impunidade ao citar a lógica de que se o vizinho do lado alterou e não lhe aconteceu nada, eu também posso alterar. Quando a representação institucional dos arquitetos aponta que o controlo se limita praticamente ao início dos trabalhos, deixando o termo e a execução final sem a devida vistoria, o poder local não pode simplesmente assobiar para o lado”, considera o autarca socialista.

O vereador do PS questiona frontalmente o executivo municipal do Funchal se estas acusações correspondem à verdade ou não. A serem verdadeiras, pergunta quantas intervenções no concelho do Funchal foram concretizadas nestas condições, “sem o escrutínio final exigido por lei e sem o devido respeito pela identidade patrimonial da nossa cidade”.

Para Rui Caetano, a gravidade destas declarações exige esclarecimentos urgentes, transparência total e uma auditoria rigorosa por parte dos serviços municipais aos processos em causa. “O presidente da Câmara Municipal do Funchal dispõe de responsabilidades redobradas nesta matéria, não apenas por gerir o maior concelho da Região e concentrar o maior volume de investimento e reabilitação urbana, mas também por exercer as funções de presidente da Associação de Municípios da Madeira. Compete-lhe, por isso, assumir a liderança no esclarecimento público desta situação e garantir aos funchalenses que o desenvolvimento urbano se faz com rigor, cumprimento normativo e efetiva fiscalização do princípio ao fim de cada obra”, aponta.


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