Projeto das Irmãs Hospitaleiras Sagrada Família em Marselha no II Congresso Internacional de Inclusão Social

A ‘Companhia 48’ foi apresentada em Marselha como exemplo de inclusão através da arte. O projeto das Irmãs Hospitaleiras Sagrada Família, Funchal esteve em destaque no II Congresso Internacional de Inclusão Social e mostra que a arte também pode ser um caminho para a autonomia, a participação e a inclusão.
“Às vezes engano-me, mas chego lá.”
A frase, dita por um dos participantes da Companhia 48, resume melhor do que qualquer outra o espírito deste projeto de inclusão através das artes. Criada em 2020 pelas Irmãs Hospitaleiras Sagrada Família | Funchal, a Companhia 48 é uma companhia de artes performativas inclusiva que reúne cerca de 80 crianças, jovens e adultos com deficiência e doença mental. O projeto é financiado pela Câmara Municipal do Funchal, no âmbito do Apoio ao Associativismo, que tem contribuído para a sua concretização e continuidade.
Mais do que aprender música, teatro, dança ou artes plásticas, quem integra a Companhia 48 encontra no palco um espaço para se expressar, criar, desenvolver competências e mostrar aos outros aquilo de que é capaz.
Foi também essa experiência que chegou recentemente a Marselha, onde a Companhia 48 esteve representada no II Congresso Internacional de Inclusão Social, promovido pela Hospitality Europe. O encontro decorreu nos dias 30 de setembro e 1 de outubro e reuniu cerca de 250 participantes de vários países europeus para debater temas como a autodeterminação, a autonomia e a participação social das pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
No palco do congresso estiveram Marco Vieira, Diretor Artístico e Professor de Música, Cristina Gonçalves, Animadora Sociocultural responsável pela música e pela dança, e Alexandre Gouveia, Utente e participante da Companhia 48.
A sua presença foi, por si só, uma afirmação dos princípios que orientam a Companhia 48: as pessoas acompanhadas pelas instituições não devem ser apenas destinatárias das respostas que lhes são dirigidas; devem ter voz na sua construção, tomar decisões e encontrar espaço para expressar o que pensam, sentem e sabem fazer.


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