O PCP levou hoje a efeito uma acção de contacto com a população do Funchal, no âmbito da campanha “Romper com Injustiças – Novo Rumo para Portugal, Uma Vida Melhor”, que decorrerá até 11 de Outubro, para defender um +aumento extraordinário das reformas e pensões já em 2026.
Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, explicou que “perante o agravamento geral dos preços, é hoje cada vez mais difícil viver no país e na região com pensões de miséria”.
De acordo com os dados estatísticos disponíveis, cerca de um em cada quatro reformados têm uma pensão inferior ao IAS, atualmente fixado em 537,13 euros, enquanto cerca de 80% dos pensionistas auferem uma pensão inferior a 1,5 IAS, correspondente a cerca de 805 euros.
Esta realidade já seria dramática tendo em conta os preços dos bens essenciais, dos combustíveis, do gás, da eletricidade, das telecomunicações e da habitação. Mas a verdade é que, ao longo dos últimos meses, o custo de vida aumentou significativamente, tornando cada vez mais difícil fazer face ao aumento dos preços com pensões tão baixas, alertam os comunistas.
Para que a recuperação do poder de compra e a valorização das reformas e pensões sejam minimamente possíveis, o PCP apresentou uma iniciativa legislativa na Assembleia da República que prevê um aumento intercalar das reformas e pensões, a aplicar, pelo menos, a partir de 1 de Julho de 2026.
A proposta garante um aumento mínimo de 50 euros mensais para todos os pensionistas. Este aumento representará mais 50 euros por mês, correspondendo a mais 300 euros até ao final do ano, e terá ainda impacto no valor da pensão que servirá de base à atualização de Janeiro de 2027.
Importa saber quem, na Assembleia da República, está verdadeiramente do lado dos reformados e pensionistas e quem está disponível para garantir melhores condições de vida a quem trabalhou uma vida inteira, diz o partido.
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