O coordenador regional da Nova Direita, Paulo Azevedo, reuniu-se com um grupo de enfermeiros, tendo ouvido diversos relatos e queixas relacionados com a organização, distribuição e gestão dos recursos humanos de enfermagem no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira.
De acordo com os relatos transmitidos, existem serviços onde os profissionais são submetidos a uma elevada carga de trabalho e à realização sucessiva de turnos, enquanto, alegadamente, existem outras áreas com recursos humanos disponíveis mesmo quando o número de utentes é reduzido ou inexistente.
Um dos casos que foi relatado diz respeito a uma pequena ala localizada no 1.º piso poente do Hospital Dr. Nélio Mendonça, com capacidade para três camas, habitualmente destinada a receber doentes provenientes do bloco operatório.
“Importa esclarecer que não está em causa, de forma alguma, a qualidade dos cuidados prestados aos doentes. Todos os utentes devem receber os melhores cuidados de saúde possíveis. A questão que colocamos é outra: é necessária a manutenção permanente desta estrutura com tantos profissionais quando, segundo os relatos que recebemos, durante longos períodos existem poucos ou nenhuns doentes internados?”, refere a ND.
De acordo com os testemunhos que lhes foram transmitidos, esta ala poderá contar com cerca de três enfermeiros no turno da manhã, três no turno da tarde e dois durante a noite, mesmo em períodos em que não existem doentes internados. A justificação apresentada será a possibilidade de entrada de doentes.
A Nova Direita entende que esta situação merece uma análise rigorosa por parte da administração do SESARAM e da Secretaria Regional de Saúde. Se existem serviços com profissionais sobrecarregados e obrigados a realizar inúmeros turnos, enquanto outros mantêm equipas praticamente completas sem uma ocupação correspondente, é legítimo questionar se os recursos estão a ser distribuídos de forma eficiente.
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