O tema foi recentemente abordado no nosso jornal. E, em comunicado enviado às redações, o presidente da Juventude Popular (JP) de São Vicente, João Pedro Sousa, vem agora alertar para a “reincidência e degradação ambiental” junto à ribeira de São Vicente, classificando o problema como crónico e exigindo uma resposta firme por parte do executivo municipal.
No documento, o também munícipe começa por felicitar a Assembleia Municipal por já ter debatido o tema em sessão, sublinhando a importância do órgão fiscalizador estar atento às questões que afectam o bem-estar dos cidadãos e a preservação do património natural. Ainda assim, considera que o debate não é suficiente, é preciso agir.
Segundo João Pedro Sousa, a situação actual não constitui um episódio isolado. O responsável recorda ocorrências semelhantes na lixeira das Ginjas e no antigo estaleiro da Vila de São Vicente, defendendo que o que se verifica junto à ribeira representa a repetição de um padrão de falta de fiscalização e desleixo no ordenamento do território.
A gravidade do caso é acrescida pelo facto de se tratar de uma zona florestal sensível, situada junto a um curso de água. A deposição de resíduos nestas áreas é descrita como um atentado ao ecossistema local, com potenciais consequências significativas, dizem os jovens centristas.
Entre os principais riscos apontados estão a contaminação dos recursos hídricos, através da lixiviação de substâncias tóxicas para a água da ribeira, o aumento do risco de incêndio devido à presença de materiais inflamáveis em meio florestal, a ameaça à saúde pública pela proliferação de pragas e vectores de doenças e, ainda, o impacto negativo na imagem turística do concelho.
A JP São Vicente defende, por isso, a comunicação urgente e a execução de um plano de acção concreto para resolver o problema, advertindo que não aceitará que este tipo de situação se torne recorrente e continuará no terreno, pois “esta juventude partidária, pela sua irreverência, deve combater de forma directa e concreta os problemas, mesmo quando outros não tenham coragem para o fazer”, refere João Pedro Sousa.”
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