Estepilha: o Inox voltou à marina do Funchal…

Rui Marote
Estepilha: a noticia de hoje da Marina é que os inoxes das esplanadas estão de volta. Recorde-se que eram de tão má qualidade que os inoxes recém-montados já estavam… oxidados.
Hoje o FN assistiu à montagem. Acreditamos que o nosso alerta atempado tenha motivou a substituição.
Agora está na mão dos proprietários que irão explorar esses espaços assegurar a manutenção, não se esquecendo que a água salgada é inimiga dos metais. Tudo isto terá de ser tratado como fosse realmente um barco, com atenção especial à escolha dos materiais.
As obras da Marina têm sido uma fonte de noticias  “jorrando” um manancial de Estepilhas. Devidamente compilados, a APRAM editava um livrinho.
Entretanto, uma reflexão: uma marina é um local de encontro popular para iatistas. A marina do Funchal conta 210 lugares para iates e embarcações. A maioria dos que lá guardam as suas embarcações são filhos da terra. Muitos dos que aparecem fazem paragem obrigatória em travessias transatlânticas mas os lugares disponíveis são escassos como “agulhas num palheiro” e veem-se obrigados a fundear quer na área do Funchal, no Caniçal ou no Porto Santo. Geralmente deixam pinturas nos muros como registos de passagem.
Uma marina é um local de encontro, mas o do Funchal deixou de o ser também porque as obras tem-se arrastado sem fim à vista. O que seria um local de convívio vem sendo adiado ano após ano. As histórias deixaram de ser contadas. Os barcos que chegam geralmente estão fundeados, enquanto nas mas marinas as amarras já são laços de união que precedem convívios amáveis e trocas de experiências.
Com as obras desapareceu o local de convívio que se tornava um ambiente cosmopolita.

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