JP-M pede ao ministro das Finanças “medidas urgentes” por causa do subsídio de mobilidade

A Juventude Popular da Madeira, juventude partidária do CDS-PP Madeira, enviou, esta manhã, uma carta aberta ao Ministro das Finanças a pedir esclarecimentos e “medidas urgentes” após as alterações introduzidas pelo Governo da República no Subsídio Social de Mobilidade para as Regiões Autónomas.

A estrutura de juventude considera que a mobilidade “não é um privilégio, é uma condição mínima de cidadania” para quem vive numa ilha e alerta para o impacto imediato das mudanças, sobretudo nos estudantes deslocados.

De acordo com a JP Madeira, têm sido denunciadas situações em que estudantes madeirenses estão a ser obrigados a pagar o valor total dos bilhetes, em vez de beneficiarem do mecanismo que permite pagar apenas o valor de referência (65 euros). “Uma ‘adaptação técnica’ pode justificar trabalho interno; não pode justificar estudantes a pagar centenas de euros do bolso”, lê-se no documento.

A organização afirma que o problema se agrava em períodos de maior procura, como o Carnaval, declarando que “o mercado encarece, o Estado atrasa, e o estudante paga”, defendendo, ainda, que “os estudantes não são um meio de financiamento”.

Na carta, a JP exige uma pronúncia pública imediata, a reposição urgente do pagamento do valor de referência no acto de compra, uma solução transitória enquanto persistirem constrangimentos e prazos “públicos e verificáveis” para normalização e compensação célere de quem pagou o total.


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