Comerciantes da “baixa” queixam-se do volume dos animadores de rua

Rui Marote
O Funchal Notícias faz hoje o papel de “mau da fita” na comunicação social madeirense, transmitindo as queixas de comerciantes ao redor da zona da Sé do Funchal, que se queixam do volume da amplificação sonora dos animadores de rua naquele espaço. “Eles nem respeitam o cónego da Sé que pediu para baixar o volume”, afirmam. “Respondem que estão autorizados” a exercer ali a sua actividade, dizem-nos os comerciantes.
A Câmara Municipal do Funchal parece não ter um regulamento próprio para estas situações, limitam-se a uma autorização para actuar em determinados espaços públicos.
Queixam-se os comerciantes em que o som demasiado amplificado até impede  quem está nas imediações de compreender as chamadas telefónicas. É preciso haver um regulamento que preveja não serem ultrapassados determinados decibéis e haver espaçamento entre os “buskers”, além de um limite temporal de actuação.
É que quem está nas esplanadas dos cafés tem até dificuldade em estabelecer conversas com os parceiros de mesa, e os músicos actuam o dia inteiro.
Naquele espaço está um Hotel, uma Clínica e estabelecimentos comerciais que levam a parte da manhã e a tarde com o som dos “buskers”, como se chama aos animadores de rua.
Somos uma cidade em que poluição dos carros e motas é uma das queixas do turismo, associada às noites loucas da “poncha” e bares com música aos berros. Comparado com isso, estes músicos de rua incomodam pouco… mas incomodam.
Numa das nossas visitas a Dublin no passado ano fizemos referência a este tipo de actividade, no artigo “Buskers” de Dublin animam e  movimentam a cidade”. No entanto, esclarecíamos, há regras: “os ” buskers” têm de ter uma licença para tocarem, com a validade de um ano e com o custo de 40 euros. Identificam-se por um crachá que mostra que eles tem a referida licença. Cada actuação dura um máximo de uma hora. Um músico não pode tocar a uma distância de 100 metros desse local até o dia seguinte. O objectivo destas regras é assegurar que a actuação dos “buskers” seja organizada e não cause transtornos para o público ou para os comerciantes locais”, dizíamos então.
Os “buskers” ajudam a animar o Funchal, e há “buskers” locais e estrangeiros. Mas na Madeira são bem poucos, comparado com outras paragens. Se calhar a sua actividade só precisa de ser um pouco melhor enquadrada e obedecer a determinadas limitações de volume.
Curiosamente, o FN registou hoje também o momento em que a Polícia de Segurança Pública abordava um cantor e músico na Praça Amarela. Aparentemente a PSP terá sido chamada pelo vizinho Tribunal de Contas, incomodado pelo volume…

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