A Escola Secundária Jaime Moniz, através da coordenação do Projeto “Move-te Por Valores”, presta homenagem ao atleta madeirense Marcos Freitas, galardoado internacionalmente no ténis de mesa, através de uma exposição e palestras.
Ana Afonso e Maria José Barreto coordenam este Projeto e informam que a abertura oficial da Exposição “Move-te por Valores” está agendada para o dia 19 deste mês, pelas 9h30-11h30. A ex-aluna Simone Costa abre o evento com um curto espetáculo de dança, enriquecido pela bela voz do aluno Miguel Barata, presidente da Associação de Estudantes da ESJM.
Após a inauguração da exposição, pelas 10h15, terá lugar uma palestra, cujo orador será o eng.º João Rodrigues, Embaixador do Plano Nacional de Ética no desporto 2025.
É de referir que o atleta homenageado, Marcos Freitas, será representado pelo seu pai, uma vez que o jovem se encontra na Alemanha em competições oficiais.
Ainda no âmbito deste Projeto, está igualmente calendarizada uma conferência, no dia 20 de janeiro, pelas 9h45, na sala de conferências da escola, sobre “A Ética”, dirigida a alunos do curso CEF5B1, e demais interessados.
Recorde-se que, o percurso desportivo de Marco Freitas é longo e cheio de sucessos. Desde muito cedo, Marcos Freitas sempre lutou e acreditou que poderia alcançar o sucesso no mundo do ténis de mesa, mas chegar ao topo mundial, parecia ser uma meta impossível para um jogador português. Num desporto com tão pouca expressão no nosso país e onde temos cerca de 3000 federados, sempre pareceu ser uma missão impossível fazer frente às potências como a Alemanha, que tinha cerca de 600 mil federados, ou mesmo contra os chineses, que tinham vários milhões de jogadores. Foi com muita determinação que Marcos Freitas, aos 18 anos, decidiu deixar a família e os estudos e emigrou à procura de melhores condições de treino e de melhores clubes para evoluir e alcançar os seus sonhos. A 28 de Setembro de 2014, esta missão tornou-se possível quando Marcos Freitas liderou a equipa nacional que derrotou a Alemanha, hexacampeã europeia, na final do campeonato da Europa. Um feito inédito contra uma nação que tinha não só mais história, currículo e experiência, mas também 200 vezes mais jogadores do que o nosso país. Este título coletivo foi um momento de viragem e de reconhecimento desportivo para Portugal. Afinal, não somos só futebol, temos também muita qualidade no ténis de mesa.
Há muitos mais pódios e marcos importantes a realçar na longa carreira deste madeirense, com 4 títulos na Liga dos Campeões, a conquista do Top12 Europeu individual, o título de vice-campeão europeu individual, o 5.º lugar nos Jogos Olímpicos e o 7. ° lugar do ranking mundial individual, que é até hoje o melhor ranking de sempre de um mesa-tenista português. Há outros momentos de interajuda ao outro que evidenciam o lado humano do desporto: “Lembro-me de uma vez, dar um penso ao meu adversário durante o jogo porque bateu com a mão na mesa e estava a sangrar”. Mas há outras memórias: “Quando era muito jovem, lembro-me de emprestar uma raquete minha a um outro jogador durante uma competição e também de devolver alguns pontos duvidosos, em que, às vezes, nem o árbitro sabia de quem era. Momentos de entrega também ao outro, acima de qualquer rivalidade, mas em nome da prática desportiva fraterna e com valores. Nesta bonita história do ténis de mesa e do desporto português ficam bem vincados os valores de determinação, confiança, resiliência, disciplina, superação e, sobretudo, de acreditar que é sempre possível.
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