A Protecção Civil da Madeira veio apresentar vários dados relacionados com as consequências da passagem da depressão Francis pelo arquipélago da Madeira. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, no período compreendido entre 31 de Dezembro de 2025 e 03 de Janeiro 2026 destacam-se os seguintes efeitos da Depressão Francis:
Vento – No final da madrugada do dia 1 de Janeiro foram registadas rajadas de 114 km/h, no Caniçal e 103 km/h em Sta. Catarina/Aeroporto. No Funchal a rajada máxima foi de 70 km/h. Registaram-se ainda rajadas de 88 km/h no Pico Alto e 72 Km/h no Porto Santo.
No dia 2 de Janeiro, a rajada máxima foi de 101 km/h na Ponta de S. Jorge, 90 Km/h no Lugar de baixo, 85 km/h no Pico Alto, 84 km/h no Caniçal, 78 km/h em Sta. Catarina/Aeroporto e 76 km/h nos Prazeres.
No dia 3 de Janeiro a rajada máxima registada foi na Ponta de S. Jorge, com 117 km/h, seguido do Caniçal com 109 km/h, Prazeres 94 km/h, Pico Alto 94 km/h e Sta. Catarina/Aeroporto 86 km/h. O Funchal voltou a registar rajadas de 71 km/h e no Porto Santo 84 km/h.
A precipitação acumulada neste período foi de:
– Pico do Areeiro – 330,8 mm, dos quais 229,3 mm acumulados em 24 h no dia 1 de Janeiro;
– Chão do Areeiro – 290,6 mm, dos quais 192,3 mm acumulados em 24 h no dia 1 de Janeiro;
– S. Vicente – 158 mm, dos quais 104,9 mm acumulados em 24 h no dia 1 de Janeiro;
– Prazeres – 113,1 mm;
– Porto Moniz – 97,4 mm
Ao longo deste período o Serviço Regional de Protecção Civil manteve uma articulação permanente com a Delegação da Madeira do IPMA, realizando briefings regulares, de forma a antecipar, ajustar e adequar as medidas e os procedimentos, a cada momento, de forma proporcional ao risco.
Actividade Operacional:
Entre as 00:00 horas do dia 1 de Janeiro de 2025 e as 20:00 horas do dia 03 de janeiro, o Serviço Regional de Protecção Civil, IP-RAM registou, no seu Comando Regional de Operações de Socorro (CROS) um total de 112 ocorrências relacionadas com a situação meteorológica adversa que assolou a RAM, fruto dos impactos da
Depressão Francis, que exigiram a intervenção de 263 operacionais e 121 meios terrestres das diferentes forças e serviços que concorrem para o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS).
Não foram registadas vítimas resultantes das ocorrências reportadas.
Todos os condicionamentos preventivos e/ou na sequência de ocorrências, oportunamente executados em articulação com a Autoridade Marítima Nacional, Administração dos Portos (APRAM), Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), Direção Regional de Estradas e todos os Municípios da RAM,
em vias e zonas previamente sinalizadas e historicamente vulneráveis aos fenómenos em presença, serão gradualmente reabertos em função da avaliação local, caso a caso, sendo actualizada a informação pública através dos canais habituais.
Todas as ocorrências foram resolvidas no patamar municipal, com um extraordinário desempenho dos Serviços Municipais e Agentes de Protecção Civil da Região Autónoma da Madeira que anteciparam medidas preventivas e de resposta, na sequência da elevação do Estado de Prontidão Especial, determinado pelo Centro de Coordenação Operacional Regional (CCOR), que reuniu no dia 29 de dezembro, pelas 14:30 horas no CROS.
Durante o período de EPE, os Agentes de Protecção Civil e Entidades Cooperantes incrementaram o efectivo em permanência, sobretudo no período mais crítico em que a RAM contou com 381 operacionais, envolvendo o Comando Regional de Operações de Socorro (CROS), dos Corpos de Bombeiros, do Corpo de Policia
Florestal, da Autoridade Marítima, Administração dos Portos (APRAM) e do SANAS, do Serviço de Emergência Médica Regional (SEMER), das Brigadas Helitransportadas do SRPC, IP-RAM e Unidade de Emergência e Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, a par dos Serviços Municipais
de Proteção Civil e demais unidades orgânicas e estruturas operacionais dos Municípios, das Juntas de Freguesia e ainda das equipas da Direcção Regional de Estradas e concessionárias das vias (VIAEXPRESSO e VIALITORAL), bem como Altice/MEO, NOS e Empresa de Electricidade da Madeira, que procedem a acções de reposição da normalidade das redes afectadas.
Todas as operações decorreram numa plena articulação com o forte dispositivo da Polícia de Segurança Pública instalado durante esta época festiva.
O reforço da prevenção e preparação, com base na avaliação do risco e que justificou a emissão dos respectivos avisos à população, nos diferentes níveis de atuação, contribuiu para a mitigação dos efeitos expectáveis, com destaque para a salvaguarda das pessoas, refere um comunicado.
Apesar do desagravamento das condições meteorológicas, decorrem ainda
algumas operações de reposição da normalidade pelo que deve manter-se especial cuidado e adoptar comportamentos adequados em particular em zonas que tenham ficado mais vulneráveis pela sua exposição aos fenómenos dos últimos dias, nomeadamente junto a arvores ou edifícios degradados ou vertentes instáveis.
O Serviço Regional de Protecção Civil agradece a imprescindível colaboração dos cidadãos na implementação das medidas preventivas e de autoproteção e no cumprimento das orientações das autoridades e demais Agentes de Protecção Civil, ações fundamentais para a redução do impacto dos fenómenos meteorológicos.
Para este objectivo foi igualmente fundamental o trabalho dos Órgãos de Comunicação Social que prontamente amplificaram os avisos e as recomendações garantindo a sensibilização e informação adequada das populações, reconhece a PC.
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