Rodrigues exulta: a RAM “é o melhor lugar de Portugal para investir”

José Manuel Rodrigues não se fica pelas meias palavras e considera que a Madeira “é o melhor sítio de Portugal para investir e um dos melhores da Europa para fazer negócio. Estamos de portas abertas para o mundo, sempre com o propósito de garantir que o crescimento económico e a evolução tecnológica se traduzam na melhoria de vida das pessoas”, disse.

O governante declarou, esta tarde, sem vacilar, que a “Região Autónoma da Madeira reúne um conjunto de condições excepcionais para se afirmar como um pólo tecnológico e de inovação de referência”.

José Manuel Rodrigues falava no encerramento do I Congresso da Associação Portuguesa de Parques Empresariais (APPE), onde exaltou o equilíbrio das finanças públicas, “com excedentes orçamentais e uma dívida pública de 65% do Produto Interno Bruto”. Elogiou, ainda, que o PIB regional tenha crescido “80% na última década, estimando- se que atinja 8 mil milhões de euros no final deste ano, o segundo maior das regiões portuguesas”. E mais disse que a economia da Madeira “cresce há 54 meses consecutivos, com destaque para o turismo, construção, imobiliário e, de forma particularmente significativa, o sector tecnológico, cujo crescimento se situa acima das médias nacional e europeia”.

São dados que levam José Manuel Rodrigues a fazer os rasgados elogios que fez à economia madeirense.

“Somos, também, uma Região fiscalmente atractiva”, considerou. 2Em 2026, o IRC terá uma taxa geral de 13,3%, de 8,75% para os concelhos da costa norte e do Porto Santo, e de 5% para as empresas instaladas no Centro Internacional de Negócios da Madeira, e o IRS terá uma redução de 30% em todos os escalões. A isto acrescentam-se boas e seguras comunicações e o acesso a fundos europeus para digitalização e inovação, reforçando um ecossistema quase perfeito para o desenvolvimento económico e tecnológico”, frisou o governante.

No Congresso APPE que decorreu sob o tema ‘Sustentabilidade como vetor de inovação e competitividade’, José Manuel Rodrigues sublinhou a importância dos Parques Empresariais como espaços que “transcendem a mera função de acolher atividades económicas” e que tendem a assumir-se como “ecossistemas de inovação, onde a proximidade entre empresas, a partilha de saber e a disponibilização de infraestruturas sustentáveis potenciam sinergias decisivas para a competitividade”.

Reforçou, por outro lado, a vontade de promover práticas responsáveis nos Parques Empresariais. Assim “estamos a construir as condições para um desenvolvimento económico integrado, eficiente e socialmente responsável, beneficiando empresas, colaboradores e comunidades. É por isso que faz todo o sentido que os parques empresariais tenham também uma componente de ciência e tecnologia”.

“Os parques empresariais”, acrescentou, “têm sido um valioso instrumento para a descentralização do investimento, e para a coesão social e territorial da Região Autónoma da Madeira, e também por isso, defendemos benefícios fiscais mais atrativos para as empresas que investem nestes espaços”.

 


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