O Juntos Pelo Povo (JPP) veio repudiar veementemente as “declarações infundadas e falaciosas” proferidas pelo deputado Francisco Gomes, do Chega, que constituem “uma tentativa insana de manipular a opinião pública através da disseminação da mentira, do medo e acima de tudo da intolerância”.
O deputado do Chega acusou o JPP de ter responsabilidades na abertura de uma mesquita em Santa Cruz, assunto que o partido liderado por Élvio Sousa refuta por completo, acrescentando mesmo que desconhece a que se refere Francisco Gomes.
O JPP não tem, nem nunca teve, qualquer intervenção, responsabilidade ou envolvimento na instalação de qualquer centro religioso, seja ele islâmico, católico ou de qualquer outra confissão religiosa. Aliás, e para que fique claro o nível de ignorância, o deputado do Chega vai ao ponto de confundir a residência de um cidadão com uma mesquita, refere o comunicado do JPP.
É importante esclarecer que as decisões sobre associações culturais ou religiosas seguem os trâmites legais e administrativos normais nas conservatórias de registos notariais (e no caso apontado pelo deputado do Chega, o registo foi feito no Funchal) sujeitos à Constituição da República que o JPP respeita integralmente.
“O discurso do senhor deputado do Chega é perigoso, falso e incendiário. Alimenta divisões e ódios que não existem e tenta importar para a Madeira um clima de intolerância que é peculiar neste partido, mas alheio à nossa tradição de respeito, paz e convivência com todos que caracteriza a sociedade madeirense – ou não fosse a Madeira a Região de Portugal com a mais longa tradição, com mais de 200 anos, a receber e a conviver com povos de várias nações”, sublinha Filipe Sousa.
O JPP é e será sempre um partido de centro, humanista, tolerante e defensor da liberdade. Não participamos em cruzadas ideológicas nem em campanhas de ódio. A Madeira não precisa de populismo; precisa de trabalho, de soluções e de responsabilidade, assevera o responsável partidário.
2Aliás, a ignorância que campeia a ação deste partido, onde a mentira e a negação constantes são uma marca distintiva, esquece, por exemplo, que a única mesquita existente na Madeira foi inaugurada em 2009, em Santo Amaro, por Alberto João Jardim, e nessa altura o senhor deputado do Chega era um “menino bem-comportado” do PSD”.
“Lamentamos por isso que, em vez de se preocupar com os verdadeiros problemas da Região, a habitação, a pobreza, a falta de oportunidades para os jovens, o deputado do Chega prefira mentir, inventar inimigos, espalhar ódio e preconceitos, acusando o JPP de tomar decisões em assuntos em que não interveio nem tem que intervir”, acusa Sousa.
“A Madeira é terra de acolhimento, mas também de firmeza democrática. E não aceitaremos lições de moral de quem usa a fé, o medo, a intolerância e a desumanização como instrumentos políticos”, conclui o partido.
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