Exagero de cartazes, anúncios e letreiros no Funchal

Rui Marote
A paisagem funchalense desde há muito está enferma pela proliferação de letreiros, cartazes e publicidades de toda a espécie. Os exageros nas paredes e varandas dos edifícios são autênticas montras expositoras. Cada um tem liberdade para colocar o que bem entende publicitando o seu interesse.
Há legislação para cumprir e pode-se actuar, mas as infracções são de tal dimensão e frequência que a Câmara é impotente. Os únicos que cumprem são os “velhos”  empresários comerciais que pagam anualmente as taxas dos letreiros e montras. O Apostamos que 90% dos donos dos letreiros e publicidades não paga 1 euro de taxas. São milhares de euros que “fogem” aos cofres da edilidade.
Voltamos a repetir uma história  que assistimos em tempos no Pico do Urze, Paúl da Serra. Um episódio que decorreu no dia da inauguração do Hotel. Ao lado havia o restaurante e café  Jungle Rain  e o ovil. Nesse dia os bares estavam engalanados de enormes cartazes publicitários da Coral.
Aguardávamos, nesse final de tarde, a chegada do então presidente do governo Alberto João Jardim, que ao sair do carro deparou-se com aquela paisagem enquanto a banda tocava o Hino da Região.
O presidente indignado, manifestou a intenção de regressar ao Funchal a menos que toda essa publicidade fosse retirada. “Isto é um atentado à paisagem, estão todos loucos”, disse então. Tinha razão.
Entretanto e numa nota diferente, esta manhã junto à Assembleia Regional fomos surpreendidos com uma uma rampa que serviu somente  para uma passagem simbólica pelo pódio junto ao parlamento regional, da prova “Volta à Madeira”, em carros clássicos.
Durante todo dia as viaturas estiveram expostas na praça do Município onde se realizaram as verificações técnicas. Não satisfeitos, foi preciso montar este aparato em frente ao parlamento, uma vez que a Praça do Povo está actualmente transformada num estádio de basquetebol.
Não temos absolutamente nada contra estes eventos desportivos, saliente-se. Mas veja-se na foto o piso destruído pela passagem de viaturas (já anteriormente a este evento desportivo em particular) uma vez que não está preparado para receber o peso de veículos automóveis. Será sensato andar com os automóveis sistematicamente por cima das zonas pedonais?

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