Eduardo Jesus destaca a importância do Turismo e responsabiliza câmaras pelo campismo fora dos espaços do IFCN

Eduardo Jesus foi o segundo secretário regional a apresentar a proposta de Orçamento, no que respeito ao Turismo, Ambiente e Cultura. Garantiu que “não é penas um conjunto de número, mas uma visão estruturada”.

A proposta de orçamento conta com mais de 56,8 milhões de euros, assentada numa visão estratégica integrada das áreas do Turismo, Ambiente e Cultura, entendidas como pilares interdependentes para o desenvolvimento sustentável e a coesão territorial da Madeira.

O Turismo, conta com 27,7 milhões de euros, como setor forte que duplicou o número de hóspedes desde 2015 e registou 11,7 milhões de dormidas em 2024, com os proveitos a ultrapassarem 756 milhões.

Colocou ênfase para um maior esforço na promoção externa, com destaque para os Estados Unidos, com a ligação direta com Newark – United Airlines, a continuação do processo de certificação de sustentabilidade (EarthCheck) e dos eventos âncora, como o Carnaval e a Festa da Flor.

O ambiente terá um investimento direto de seis milhões de euros, com foco na monitorização ambiental, na ação climática e na proteção do litoral e economia circular. No Instituto das Florestas haverá um investimento de 22 milhões de euros, o que inclui os gastos com Requalificação de Trilhos, criação da Grande Rota Pedestre, modernização do Jardim Botânico, o projeto Florestas 4.0 e o Reforço de fiscalização, com mais 20 vigilantes da natureza e 40 agentes florestais.

A cultura conta 8 milhões de euros e é vista como eixo estruturante do desenvolvimento: haverá valorização do património e instituições culturais, como a reabilitação do Forte de São Tiago, Fortaleza do Pico, Solar de São Cristóvão, Museu do Romantismo, a  modernização do MUDAS e da Quinta das Cruzes, o Projeto Digital Artes Madeira (739 mil euros) para acesso digital à cultura, o Reforço da Madeira Film Commission, a descentralização cultural: 1,2 milhões euros para apoiar associações em todos os concelhos, e Apoio a festivais culturais regionais (578 mil euros).

Eduardo Jesus afirmou que está em causa um orçamento que aposta na sustentabilidade, identidade e inovação e que, nesse âmbito, o ambiente é condição essencial do desenvolvimento e não um problema, a cultura um investimento na identidade e o turismo um meio para alcançar uma “Madeira mais coesa e justa”.

Rejeitou ainda responsabilidades do Governo Regional nos casos de campismo não autorizado, fora dos espaços do IFCN, considerando-as da competência autárquica. Nos espaços do IFCN há atuação e “os casos são resolvidos”, relembrando que o campismo não é proibido na Madeira mas tem regras que têm de ser cumpridas.


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