RIR repudia gestão de percursos pedestres por entidades privadas

O Partido Reagir Incluir Reciclar (RIR) repudia com total veemência as recentes
declarações do secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus,
defendendo a entrega da gestão dos percursos pedestres a entidades privadas.

“Esta proposta representa uma clara tentativa de privatizar o património natural da
Madeira, sob o pretexto de combater os efeitos do chamado “turismo selvagem”.
Esta posição do Governo Regional não apenas ignora os princípios básicos de justiça ambiental e equidade social, como também revela uma perigosa submissão a
interesses económicos privados”, considera o RIR.

“Os trilhos e levadas da Madeira são bens comuns, parte integrante do nosso património natural, cultural e identitário. São do povo, são da Região – não são activos à disposição de interesses privados para exploração comercial”, diz o RIR.

“A proposta de Eduardo Jesus é um sinal de incompetência política na gestão
sustentável do território. Em vez de investir em fiscalização ambiental, sinalética
adequada, limitação responsável do número de visitantes e envolvimento das
comunidades locais, o Governo opta pela solução mais fácil e ideologicamente mais
perigosa: privatizar o espaço público”, aponta o partido.

“Esta entrega aos privados ameaça a preservação ecológica, substituindo o cuidado
ambiental por uma lógica de lucro. O RIR defende uma gestão pública, transparente, inclusiva e sustentável dos trilhos da Madeira. O combate ao turismo desregulado deve ser feito com políticas sérias de ordenamento, com regras claras e fiscalização rigorosa, e não através da alienação dos nossos recursos naturais”, sublinha Liana Reis, coordenadora regional do RIR.


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