Utentes denunciam excesso de turismo em zonas de natureza

O fenómeno do “overtourism” na Região Autónoma da Madeira não é novidade para ninguém. Apesar da enorme pressão turística sobre certas zonas de natureza, a nossa “galinha dos ovos de ouro”, os governantes estão contentes com os indicadores económicos e com as estatísticas e desvalorizam o impacto.
Quem já não o faz é o próprio cidadão, inclusive da Região. Os alertas sucedem-se e hoje o Funchal Notícias recebeu mais um, de leitora devidamente identificada.
Na imagem captada hoje na Levada das 25 Fontes pode ver-se o forte movimento de visitantes.
Diz a nossa leutora que a entrada é cobrada por quem entra junto a casa do Rabaçal (profissionais a cobrar entrada com péssimas ou nenhumas condições de trabalho mas com um sorriso e profissionalismo digno de nota), assinala.
Porém, quem entra pelo túnel ou chega a certas horas, “já não está lá ninguém e pagam se quiserem”.
“Independentemente das horas na levada (acessos escadas porque ainda estão em obras) quer as escadas, quer junto às 25 Fontes é caótico! Todos os turistas estavam a reclamar, a dizer que se sentem enganados porque as fotos e promoção da ilha não reflectem o que se encontra! Com toda a razão! Não há gestão de entradas e nunca nunca nunca se vê um guarda florestal em sítio algum”, aponta a nossa leitora.
A mesma cita ainda “Carros de aluguer no Paul da Serra a perder de vista”, descrevendo um cenário “caótico” e “turistas insatisfeitos a falar sobre excesso de pessoas e que acreditavam que ao pagar havia mais controle sobre número de pessoas ao mesmo tempo no mesmo lugar”.
“De notar que a grande maioria dos turistas que lá estão são individuais com o seu carrinho de aluguer”, acrescenta.

Já ontem, o acesso a Achada do Teixeira, segundo a descrição que nos foi apresentada, “estava caótico com carros de aluguer estacionados por todo o lado! Estranhamente (ou não porque a maior parte dos carros de aluguer tinham 1 ou 2 individuais) no topo estava aceitável a nível de número de pessoas”.

“Lixo e plantas endémicas atiradas ao chão começa a ser muito frequente  (em todo o lado), uma vez mais nem um guarda floresta em sítio algum nem que se seja para impor algum respeito e boas práticas”, critica esta utente.

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