O médico Maurício Melim veio hoje afastar a hipótese de se candidatar à Câmara do Funchal depois de ser anunciada a sua saída da Autoridade Regional de Saúde. Foi através do seguinte ‘post’:
“Começo esta publicação por agradecer a onda de solidariedade que recebi nos últimos dois dias. Se dúvidas houvesse, os anos de dedicação e empenho à causa pública foram reconhecidos, de forma ampla e transversal, pelas pessoas a quem dei sempre o meu melhor. Esta confiança é este capital público e pessoal é intangível e procurarei preservar.
Sou um defensor do primado da pessoa humana, do princípio da subsidariedade e de uma sociedade em que a equidade na redistribuição dos recursos seja uma realidade
Há mais de 40 anos, escolhi militar no PSD e assumi responsabilidades públicas, porque me identifico com os seus princípios, por isso neste momento, não estou disponível para assumir qualquer projeto político que não preconize os princípios da social-democracia, tal como não estive no passado disponível apesar de ter tido vários convites.
Não pode valer tudo quando as coisas não correm como queremos, esperamos ou sem a elevação que julgamos merecer.
Reafirmo que não pretendo assumir Quaisquer desafios políticos.
A Madeira, na minha modesta opinião deve aproveitar o talento, a disponibilidade, o entusiasmo e o saber de uma nova geração que sinto que está preparada para assumir os desafios da Autonomia. A geração – que hoje lidera os destinos da Madeira – tem o dever ético de saber escolher os mais novos que emergem. Uma geração preparada com valores técnicos e cívicos para serem lançados como protoganistas para os desafios de amanhã
Nesta vida, a única coisa certa é a mudança, não há lugares vitalícios.
Não estar disponível para assumir qualquer desafio político não me impedirá de levantar a voz de forma civicamente ativa e politicamente militante para bem da nossa Região,
na defesa dos mais vulneráveis e na denúncia das injustiças que forem perpetradas
Continuarei a ser um Farol daquilo que sempre me definiu: a defesa da ética, integridade, transparência, correção e lisura para as outras pessoas, mas sobretudo quero estar bem com a minha consciência.
Quis humildemente repor a verdade dos factos, ao ser afastado das minhas funções no âmbito da Saúde Pública, não pretendo ter protagonismo…entendo que o silêncio é o melhor sinal de poder e força…acredito que as ações falam mais alto que as palavras e a Grandeza de qualquer Ser Humano mede-se pela capacidade de servir e dar-se aos outros”.
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