ADN propõe que hospital Nélio Mendonça seja remodelado como centro para idosos

O ADN alerta que “estamos diante uma decisão crucial para o futuro da saúde pública na Região”.

“O Hospital Dr. Nélio Mendonça, tendo recebido investimentos significativos e melhorias constantes ao longo dos últimos tempos, faz com que o ADN veja que este hospital como um ponto estratégico para continuar a servir a saúde pública.

Contrariamente ao que se encontra explanado na Resolução do Conselho de Ministros n.º 132/2018 em que afirmado/justificado foi que as unidades hospitalares existentes (Hospital Dr. Nélio Ferraz Mendonça e Hospital
dos Marmeleiros) estão envelhecidas e apresentam problemas estruturais significativos, dai a necessidade de construir um novo”, refere o comunicado.

João Abreu, cabeça de Lista pelo ADN-Madeira, questiona: “onde estavam os partidos que que têm assento parlamentar e tanto zelam pelos interesses do povo quando foi decidido vender o Hospital Dr. Nélio Mendonça?

Especula-se que Hospital universitário terá menos camas que o atual hospital Dr. Nélio Mendonça, o ADN-Madeira questiona o porquê? já que se constrói um hospital novo este não deve no mínimo ser maior ou com maior capacidade para receber utentes?”

Alerta ainda que “temos em mãos a oportunidade de transformar este hospital, por exemplo: num centro especializado para a população sénior.

Isso incluiria a criação de uma urgência geriátrica, ajudaria resolução das altas problemáticas a implementação de um lar de idosos integrado dentro do hospital, bem como a readaptação e ampliação da unidade de cuidados paliativos, entre outras coisas mais. Esta transformação poderia resolver um dos grandes problemas na área da saúde da nossa região, oferecendo cuidados especializados e de qualidade para nossos idosos.”

Para tornar esta realidade possível, o ADN propõe a renegociação da dívida pública para evitar que este hospital seja vendido ao desbarato, eventualmente a alguma unidade hoteleira ou vendido para construir empreendimentos de luxo. A renegociação da dívida poderia trazer benefícios significativos para o bem-estar geral da população na vertente da Saúde, “promovendo cuidados mais equilibrados e sustentáveis”.

“Diante desta opção, há que dar opinião ao povo Madeirense e Portosantense por intermédio de um referendo, o Povo que é a voz fundamental para que possamos tomar a melhor decisão para o futuro da nossa região em termos globais e quanto ao futuro deste Hospital.

Há que, obviamente, garantir que a implementação do novo hospital assente na cooperação contínua entre o governo regional e o Estado e que esta seja bem-sucedida, bem como do cumprimento rigoroso dos protocolos financeiros.”

João Abreu conclui ao questionar à República Portuguesa se “o valor arrecadado com a venda será suficiente para cobrir a totalidade da dívida pública que a Região Autónoma da Madeira tem para com a República Portuguesa como, como indirectamente está redigido na b) do art.º 6.º da Resolução do Conselho de Ministros n.º 132/2018”.


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