Albuquerque elogia Ricardo Nascimento e diz que não quer “lutas fratricidas”

foto arquivo

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, discursou hoje nas cerimónias do Dia do Concelho da Ribeira Brava, elogiando Ricardo Nascimento e deixando um importante apelo às hostes social-democratas e não só, em torno de uma desejável união. O aviso surge numa perspectiva da “sucessão” na candidatura àquela câmara municipal.

Albuquerque começou por agradecer aos ribeira-bravenses, que, conforme disse, ao longo de todos estes anos “sempre manifestaram confiança no meu governo e na minha pessoa”. A Ricardo Nascimento, agradeceu “a obra notável que foi realizada neste concelho”.

“Penso que é importante termos a noção de que este executivo e a equipa liderada por Ricardo Nascimento fez um trabalho notável (…) com uma mudança infraestrural, social, cultural e sobretudo uma obra não tangível, que é fantástica”, elogiou. “(…) o futuro da Madeira reside na obra física, mas, muito mais que a obra física, é aquilo que deixamos de legado às novas gerações, em termos de educação, formação, acesso à cultura e à informação. Esse trabalho educativo e cultural, assegurou, é constatável na Ribeira Brava.

Por outro lado, colocou a tónica nas sociedades “não fracturadas”, onde há coesão e não se encontram “desfasamentos sociais”. A obra de Ricardo Nascimento, enalteceu, vai nesse sentido. Referiu-se também a um profícuo trabalho conjunto com as instituições da sociedade civil.

Da parte governamental, disse sempre ter tido bom diálogo com a autarquia ribeira-bravense. “Ninguém consegue construir nada sozinho”, declarou. “Nenhum presidente da câmara, nenhum presidente do Governo consegue construir nada sozinho. Nós precisamos de trabalhar uns com os outros para atingir os objectivos.

Por isso, agradeceu mais uma vez a Ricardo Nascimento a “disponibilidade constante” e a “franqueza”.

Trabalhar com as câmaras é lógico, na medida em que estas e as juntas de freguesia, frisou, são as entidades mais próximas da população para resolver os problemas.

Por último, deixou um alerta: o segredo do sucesso das mudanças ocorridas também na Ribeira Brava tem sido sempre a mobilização da população em torno do projecto colectivo. Neste caso concreto, houve uma grande mobilização independentemente dos partidos políticos.

“Há um projecto importante, que foi um projecto de doze anos, onde os ribeira-bravenses se polarizaram para obter uma liderança capaz de fazer as mudanças (…) Isto, este projecto, tem de ter continuidade”, apelou. Ricardo Nascimento, por limite de mandatos, vai sair dentro de cinco meses, mas até lá “temos de encontrar uma solução”.

E, acrescentou, “acho que essa solução passa sempre por um projecto de unidade, de colaboração, de comunhão de vontades (…) Temos de refrear os egos, temos de falar uns com os outros, em nome do interesse colectivo. Temos de ter sempre a humildade de perceber que não é com lutas fratricidas e de egos” que se obtêm resultados.

Albuquerque apelou ao bom senso de olhar aos interesses da comunidade. “Ainda temos muito trabalho para fazer aqui na Ribeira Brava”.

Por isso, fez votos que este Município encontre uma solução “mobilizadora e de qualidade”, para continuar “a obra notável” deste presidente da Câmara.


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