CDS defende aumento dos salários médios acima da inflação

O CDS veio hoje defender que os salários médios têm de crescer acima da taxa de inflação. “A classe média tem vindo a ser castigada pelos impostos, pelo aumento das taxas de juro, pela subida da inflação e pela desvalorização dos salários”, refere uma nota enviada às Redacções.

Segundo o partido, “esta conjugação de factores tem enfraquecido a classe média e tem conduzido mesmo ao empobrecimento de cidadãos e famílias. O CDS entende que uma sociedade assente num grupo que aufere grandes rendimentos e, noutro grupo que recebe baixos salários, sem uma classe média robusta, está condenada ao fracasso”.

“Enquanto a classe alta tem posses para viver e a classe mais carenciada tem acesso a apoios sociais, a classe média está sujeita a todas as exigências fiscais e de pagamento de serviços. Precisamos de inverter esta situação, cuidar de melhorar a qualidade de vida desta classe e fazer com que o elevador social volte a funcionar para cima”, preconizam os centristas.

“É verdade que a Madeira tem registado boas taxas de crescimento económico, mas isso não se tem refletido numa melhoria dos rendimentos da classe média. De nada vale o júbilo à volta da subida do PIB e dos recordes nos números económicos, se isso não representar uma melhoria da vida de todos os madeirenses e portosantenses. O CDS reafirma que está a falhar a redistribuição da riqueza na Madeira e que esta realidade só mudará com uma redução de impostos sobre os rendimentos e com uma valorização dos salários, com aumentos superiores à inflação”, prossegue o partido.

No ano passado, a taxa de inflação foi de 3,5 por cento e, já em Janeiro deste ano, voltou a subir, o que indica que os preços estão a subir a um ritmo superior ao dos salários. Em Portugal e na Europa, a inflação tem vindo a descer. “Temos salários médios abaixo da média nacional e um custo de vida muito superior”, aponta esta estrutura política.

No final de 2024, o salário médio bruto mensal no país foi de 1777 euros, enquanto que na Madeira ficou-se pelos 1683 euros, uma diferença de 94 euros por mês, ou seja, menos 1316 euros por ano (-5,3 por cento).

“Para além disso, o facto de termos taxas de IVA semelhantes às nacionais e deste imposto incidir sobre o preço final dos produtos, se acrescermos os custos de transporte, é óbvio que os madeirenses pagam mais IVA que os concidadãos nacionais e muito mais que os açorianos. Isto é, temos o salário médio mais baixo do país e os impostos sobre o consumo mais altos”, refere-se ainda.

“Esta situação não pode manter-se, tanto mais que a inflação na Região está em contraciclo com o que se passa no continente e na União Europeia, onde tem vindo a descer”, opina o CDS, que diz ainda que “temos de abrir caminho para melhorar o nível de vida dos cidadãos que trabalham e para abrir novas oportunidades aos jovens. A classe média é a espinha dorsal de qualquer sociedade que se quer justa, equilibrada e harmoniosa”.


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