Mais do que nunca, ao longo deste ano de 2025, vamos precisar de muitos e bons artivistas que optem, acima de tudo, por uma perspicaz intervenção política, social e/ou ambiental, através das suas cri(ações). Ser um artivista é como ser um artenauta, que não é mais do que aquele que viaja, cria, usufrui e educa com a arte.
Na nossa região, em pleno século XXI, há que usar, toda a pertinência da criação e da fruição artística, como forma de consciencializar e defender as nossas causas, ideais, pensamentos, enigmas e inquietações. Tanto o criador como o fruidor, têm no seu poder, um papel fundamental de artivismo, recorrendo às diversas manifestações artísticas e tendo como foco, aumentar a consciencialização e pressionar mudanças de valor, em prol de uma melhor comunidade.
O ato de criação e fruição da arte pode ser uma poderosa ferramenta para mudanças positivas e de grande impacto na comunidade envolvente. A envolvência ativa no universo da arte permite-nos trabalhar uma imaginação liberta. Pois a criatividade abunda livremente nas expressões artísticas e por sua vez, provoca novas questões, novos significados.
A artivismo tem uma linguagem muito social, pois é a junção da arte com o ativismo. E uma sociedade que se preze, tem de ser ativa e consciente da importância capital da arte em geral. A expressão artística, além da componente criativa, tem uma responsabilidade social, que nunca deve ser descartada do nosso dia a dia. O artivismo pode ser mais eficaz quando é pensado e trabalhado para a busca de mudanças e transformações sobre as questões da sociedade. Ao longo da história da humanidade, vários artistas se destacaram, ao utilizarem a sua arte como uma ferramenta poderosa de transformação e conscientização social.
Assim, em 2025, mesmo na nossa pequena região, vamos juntos, envolver-nos em projetos de arte, criando ou usufruindo, através da literatura, pintura, escultura, teatro, dança, cinema, música e demais manifestações artísticas. Pois ao envolvermo-nos na ação artística, estamos a expressar, a consciencializar, a provocar, a impulsionar e a questionar as nossas leituras, bem como, a trazer para a esfera pública, a realidade política – tão instável, ultimamente, na nossa RAM –, social e outras tantas áreas, que moldam positivamente a sociedade.
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