GR diz que a Madeira volta a registar maior queda em desemprego do país

A Secretaria Regional da Inclusão e Juventude veio enfatizar, em comunicado, que o número de desempregados inscritos no IEM, comparativamente ao período homólogo, desceu 10,1%. Na RAM, contam-se menos 761 desempregados desde novembro de 2023. À excepção da Madeira e dos Açores, o desemprego aumentou nas restantes regiões, assinala a SRIJ.
Relativamente ao mês anterior, estavam inscritos no IEM 6.797 desempregados o que corresponde a uma diminuição de 0,1% de inscritos face ao mês anterior (-7 inscritos). Em Novembro, na comparação com o mês anterior, o desemprego no país cresceu 3,3%.
As regiões da madeira (+15,8%), dos Açores (+40,5%), do Algarve (+17,2%) e Lisboa (+8,7%) aumentaram o número de ofertas de emprego recebidas ao longo do mês de novembro face ao mesmo período do ano transacto.
Todas as outras regiões diminuíram o número de ofertas captadas, com destaque para o decréscimo homólogo no Alentejo (-36,8%), sendo a redução no total do país de 7,2%.
No mês de Novembro, prossegue o comunicado governamental, o número de colocações apenas aumentou nos Açores (+40,0%) e na RAM (+12,2%), quando comparado com o período homólogo. O total nacional do número de colocações decresceu 28,4% face a novembro de 2023.
O sector da “Agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca” registou um crescimento de 9,4% comparativamente a outubro de 2024, enquanto nos setores da “Indústria, energia e água e construção” e dos “Serviços” o número de desempregados inscritos diminuiu 0,8% e 0,5%, respectivamente.
 Ana Sousa, secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, refere que “uma vez mais, os indicadores mostram-se muito positivos e isso deve-se ao excelente desempenho do tecido económico regional”.
Contudo, refere a governante com a tutela do Trabalho e do Emprego, “a inviabilização do Orçamento Regional poderá colocar em causa o reforço dos apoios, na vertente de estágio e de empreendedorismo, dos programas de formação e emprego, da revisão e a criação de novas medidas activas de emprego e da continuidade das ações em curso, entre outras situações que colocam em causa, um dos principais objetivos do Governo Regional, nomeadamente,  integração célere e das pessoas no mercado de trabalho”, concluiu.

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