PCP diz ser a alternativa de que os madeirenses necessitam

O PCP veio hoje considerar que “o combate às desigualdades e injustiças na Região, o combate ao alastramento da pobreza e da exploração, o fim da promiscuidade entre interesses e negócios privados e a governação a todos os níveis, com o que exibe de corrupção latente ou exposta, é inseparável da demissão do actual governo e da interrupção desta política”.

Para os comunistas, a entrada em funções do actual Governo, após eleições com origem numa mega investigação judicial ainda não concluída, e o prosseguimento da sua política com a aprovação do Orçamento da Região para 2024,só foi possível com a cumplicidade e a conivência do Chega, do CDS e do PAN, que viabilizaram o seu programa.

“A manobra de adiar a discussão da moção de “censura” veio no essencial prolongar a vida do governo de Albuquerque, com a conivência do PS e do JPP a pretexto da aprovação do Orçamento Regional para 2025”, aponta o PCP.

“O chumbo do Orçamento da Região para 2025, no Parlamento Regional, é apenas a ilusão de que Chega Iniciativa Liberal e PAN se distanciam das linhas orientadoras da Governação  PSD. O PS e o JPP que defendiam que era importante que o Orçamento para 2025 fosse aprovado, mas sem os seus votos, adiaram assim a discussão e votação da moção de “censura” deixando a Governação moribunda ligada às máquinas prolongando  uma política que não dá resposta aos principais problemas dos madeirenses  e porto-santenses e adiando por mais algum tempo a necessidade de mudança de política na Região”.

“O PCP  desde a primeira hora afirmou que a proposta de Orçamento da Região para 2025 que, para lá da propaganda, da manipulação, do mascarar e martelar de números, mantinha as opções da política de exploração e empobrecimento inscritas nos orçamentos anteriores da maioria PSD com apoio do CDS, do Chega, do IL e do PAN”, prossegue a nota divulgada pelos comunistas madeirenses.

“Desde o início desta Legislatura, que o Parlamento Regional remeteu para segundo plano a discussão dos problemas da população da Região e a  apresentação de soluções. Facto explicado pela ausência de deputados  da CDU no Parlamento reconhecidamente os que ao longo de sucessivas legislaturas  deram expressão e voz aos interesses dos trabalhadores e do povo”.

“Os partidos que hoje têm assento parlamentar, para lá  de em matérias essenciais partilharem das mesmas opções e interesses que os da actual maioria, estão mais preocupados em dar resposta aos seus interesses tácticos e estratégicos em promover os egos pessoais dos seus líderes em vez de dar efetivamente resposta aos problemas dos trabalhadores e do povo da Região”, acusa o PCP.

Para o partido, a actual situação política regional “exige devolver a palavra ao povo, e garantir uma nova correlação de forças  na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira que garanta uma verdadeira política alternativa”.

“A resposta aos problemas da região exige outra política. Uma política inseparável do reforço do PCP e da CDU e dos seus deputados, de uma verdadeira força de alternativa que com coerência fez, faz e fará frente à política de exploração e empobrecimento, a força de esquerda com que os trabalhadores e o povo podem contar”, conclui esta estrutura política.

 


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