JPP acusa Albuquerque de “chantagem emocional”

O JPP continua a acusar Miguel Albuquerque de instigar o medo na RAM. Élvio Sousa foi hoje o porta-voz de uma iniciativa deste partido na Assembleia Legislativa da Madeira.

Com a recusa de Albuquerque em reunir com o JPP e já com a discussão do Orçamento da Região num horizonte próximo, o líder do partido veio a público alertar os madeirenses para a narrativa criada pelo Governo Regional.

“Em primeiro lugar é preciso esclarecer o seguinte, antes que as mentiras de Albuquerque sejam reproduzidas pela propaganda: o JPP não recusou conversar sobre o Orçamento, quem recusou reunir foi Albuquerque, que convidado a estar presente (tal como qualquer líder competente e com sentido responsabilidade), não quis sentar-se com o JPP. Que isso bem claro, para todos os madeirenses conhecerem o carácter e a personalidade de um presidente que não tem a humildade de sentar-se com os representantes do Povo. Deve ser de sangue azul” considerou o parlamentar.

Élvio Sousa voltou a apontar à falta de confiança dos madeirenses no Governo PSD/CDS: “Em relação ao Orçamento para 2025, é justo e legítimo perguntar aos madeirenses o seguinte: os cidadãos colocariam as suas poupanças, a gestão do seu dinheiro e dos seus orçamentos nas mãos de Albuquerque e de Rogério Gouveia?”, questionou, “uma pergunta que com certeza teria uma resposta conclusiva”.

O líder do JPP criticou, por outro lado, a postura de Miguel Albuquerque e a narrativa de medo criada pelo Governo Regional a propósito do Orçamento da Região para 2025, “numa altura em que Albuquerque aproveita tudo o que mexe para continuar a lançar chantagem emocional sobre a falta de um orçamento, é preciso recordar que ele próprio, e por sua acção directa, deixou os funcionários públicos este ano durante oito meses sem actualizações salariais. Portanto, essa estratégia de ameaça, coação e pressão já não funciona, pois o povo já não lhe garante confiança e credibilidade.”

“Por outro lado, também vemos José Manuel Rodrigues, com uma ansiedade tremenda. Em primeiro lugar, e como a imprensa não questiona aquilo que são as ‘linhas vermelhas’ do seu despesismo e as ligações entre familiares e afins, nós perguntamos onde está o acordo secreto entre PSD e CDS e porque razão acabou por nomear mais um técnico especialista para a assembleia”, concluiu.


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