CDS: “Madeira vive o pior momento da sua Democracia e Autonomia”

“A Madeira vive o pior momento da história da sua Democracia e da sua Autonomia”, considera o CDS, num comunicado emanado da reunião da sua Comissão Política e Conselho Regional. “O povo assiste, incrédulo, a um triste espetáculo de irrealismo, de irresponsabilidade, de falta de sentido do Bem Comum, nunca antes visto na nossa terra”, indignam-se os centristas.

Para estes, “quando deveríamos estar a construir pontes entre os partidos, para aprovar o Orçamento do próximo ano e aproveitar ao máximo os fundos europeus, o Chega, a partir de Lisboa, derruba qualquer muro negocial e apresenta uma moção de censura sem qualquer tipo de fundamento político sobre a governação”.

Ora, o CDS considera que a moção do Chega é um exercício perigoso de julgar, no Parlamento, aquilo que é da competência da Justiça.

“O Chega teve outros momentos e outras razões para censurar este Governo Regional, mas escolhe o tempo e o modo errado de fazê-lo, já que corremos o risco de a Madeira ficar sem Governo e sem Orçamento e Plano de Investimentos para o próximo ano”, lamenta o CDS.

Os centristas consideram ainda “curioso” ver o Partido Socialista e o JPP “alinharem com a extrema-direita numa coligação negativa, liderada por André Ventura, tendente a pôr a Madeira instável e ingovernável, eventualmente a caminho de umas novas eleições, as terceiras, no espaço de pouco mais de um ano”.

“Estes partidos ultrapassaram todas as linhas vermelhas que tinham definido em relação ao Chega. O PS está mesmo disposto a votar uma moção onde é duramente criticado e acusado de cúmplice do PSD. Um absurdo na história de um partido fundador da Democracia e da Autonomia”, critica o CDS.

“O Chega e os partidos que já anunciaram o voto favorável a esta moção não apresentam qualquer alternativa a este Governo que querem derrubar. Estão a brincar com o povo madeirense, e isso é, para o CDS, inaceitável e inadmissível. Andam a brincar aos partidos e às eleições, esquecendo os reais problemas dos cidadãos, das famílias e das empresas”, acusam.

O CDS entende que, nas últimas eleições regionais, o povo não deu maioria absoluta a um partido, apesar da vitória folgada do PSD, precisamente para que os partidos, no respeito pelas suas ideologias e diferenças, pudessem dialogar e negociar para chegar a consensos e acordos que melhorassem a vida das pessoas.

“O que vemos é o contrário; falta do sentido do interesse regional; ausência de bom senso e disputas violentas para ver quem lidera a oposição e para ver quem chega primeiro à calúnia, à difamação e à acusação”.

O CDS felicita-se por ter negociou com o Governo Regional o Orçamento, que será discutido na próxima semana, na Assembleia Legislativa, “tendo conseguido que uma grande parte das suas propostas fossem incluídas no documento, como a redução de 30 por cento no sexto escalão do IRS e de 15 por cento no sétimo escalão, que vai abranger toda a classe média; o aumento de 65 euros no salário mínimo, o que o tornará no mais alto do país; conseguiu, também, que os salários médios fossem negociados, com subidas superiores à inflação; que os jovens licenciados tivessem um salário de referência quando entram no mercado de trabalho; que o Complemento Regional dos Idosos fosse aumentado e abrangesse mais pessoas; que fossem revistos os Estatutos do Cuidador Informal e do Combatente, introduzindo novos benefícios financeiros e fiscais; que as mensalidades no ensino pré-escolar descessem acentuadamente e que fosse reforçada a verba do orçamento para a construção de habitação”.

“Este Orçamento é do Governo Regional do PSD, mas tem a marca do CDS e, por isso, responsavelmente, terá o voto favorável do CDS”-


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.