
O PCP desenvolveu ao longo do dia de hoje um conjunto de acções de contacto com trabalhadores do sector privado, para defender que estes trabalhadores tenham acesso ao subsídio de insularidade nas mesmas condições que os trabalhadores da administração pública.
O dirigente do PCP, Ricardo Lume, referiu no final da acção de contacto com os trabalhadores do Parque Empresarial da Cancela que « a insularidade distante comporta sobrecustos, na relação comparativa com o Continente Português, para o exercício das mesmas actividades, no acesso a bens e serviços. De uma forma geral, o nível de preços dos bens necessários para o consumo atinge um nível de preços superior ao verificado no Continente. Se aos trabalhadores da Administração Pública Regional e Local, justamente é atribuído um subsídio de que segundo a proposta do Orçamento da Região para 2024 corresponde a um suplemento remuneratório de 662€ para fazer face à insularidade distante porque razão não é reconhecido aos trabalhadores do sector privado direito ao subsídio de insularidade?
Será que existem trabalhadores na Região que têm custos de insularidade e outros vivendo no mesmo arquipélago não têm? Será que os trabalhadores da adminstração pública e os trabalhadores do sector privado não fazem compras nos mesmos supermercados? Será que na aquisição de uma habitação ou no pagamento da renda de casa tanto os trabalhadores do sector público e do sector privado não têm os mesmos custos?
Não é aceitável que o Governo Regional por submissão aos interesses dos grupos económicos privados, não garanta um tratamento igual a todos os trabalhadores da Região. Não existem madeirenses de primeira nem madeirenses de segunda.Se é justo um subsídio de insularidade para os trabalhadores da administração pública também é justo que os trabalhadores do sector privado tenham o mesmo direito. Tendo em conta esta realidade e de forma a garantir justiça a todos os trabalhadores que desempenham funções na Região sejam eles do sector público ou privado o PCP defende a atribuição do subsídio de insularidade.Esta é uma justa reivindicação dos trabalhadores que o PCP vai estar na linha da frente para garantir a sua implementação.»

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