O CDS veio classificar como “uma grande irresponsabilidade” o anúncio de certos partidos [como o JPP] de que votarão contra o Programa de Governo.
“É uma atitude de profundo desrespeito pela vontade dos madeirenses e dos porto-santenses que, independentemente da sua orientação política, consideram que é tempo de a Madeira ter um Governo em plenitude de funções e um Orçamento aprovado, para dar execução às intenções”, consideram os centristas.
O CDS declara que, desde antes e depois das eleições, apelou e seguiu o sentido de responsabilidade que deve presidir às decisões dos partidos e dos deputados.
“Os madeirenses já manifestaram, por diversas vezes, quem deve governar a Região e estar a contrariar este facto é contrariar os interesses dos cidadãos, das famílias e das empresas”, afirma o partido.
“Não podemos aceitar que depois do Governo empossado ter incorporado variadíssimas propostas dos diversos partidos, existam forças políticas que anunciam votar contra as suas próprias ideias e soluções”, sentencia o CDS.
E insiste: “Com a falta de Orçamento, temos uma paralisia da administração pública, as progressões e suplementos dos funcionários públicos estão congelados, temos uma paragem nos investimentos e obras públicas, a construção do novo Hospital pode atrasar, a aposta na construção de novas habitações está em risco, não há redução do IRS e do IVA para os cidadãos, não podemos ter negociações para aumento dos salários, está em causa o aproveitamento integral dos fundos europeus, o apoio às instituições de solidariedade social está sem atualização, as medidas de combate à pobreza e exclusão social não podem ser executadas. É a vida da nossa comunidade que está em causa”.
“Quem não viabilizar o Programa de Governo e o Orçamento será responsável pelo agravamento das condições económicas e sociais das populações da Madeira e do Porto Santo”, acusa o CDS.
“O CDS apela para que os partidos e os deputados oiçam o que diz a nossa sociedade sobre a crise política na Madeira e sobre as consequências que está a ter no nosso tecido económico e social. No mínimo, é realista propor que se dê o “benefício da dúvida” ao novo Governo”, pedem os centristas.
Por isso apelam a que os diversos partidos e deputados negoceiem com o Governo a viabilização do Programa do Governo e a posterior execução das suas orientações estratégicas nas medidas do Orçamento para este ano.
“Na política não se deve discutir políticos e lugares, mas sim políticas e decisões que melhorem a vida de quem vive na nossa terra”, refere ainda o CDS em comunicado.
“O que é inaceitável é ver partidos a dizerem que “não” ao que antes diziam que era urgente para os madeirenses, como a baixa de impostos, o aumento de salários e medidas para melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos, famílias e empresas. Só há uma coisa que é inegociável: o Bem Comum e a defesa da população da Madeira e do Porto Santo. Na próxima semana, veremos quem está do lado do crescimento económico e do desenvolvimento social das nossas gentes e quem quer lançar a Região na instabilidade, na ingovernabilidade e na estagnação”, prevê o partido.
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