“Madeira Primeiro” diz defender “mais Autonomia”

A candidatura “Madeira Primeiro” emitiu hoje um comunicado no qual diz que “No próximo dia 10 de Março, o voto útil é nesta coligação, a única que coloca a Madeira em Primeiro Lugar”. Palavras de Pedro Coelho, proferidas numa conferência de imprensa que serviu para apresentar as linhas orientadoras do Manifesto Eleitoral e da campanha às Legislativas Nacionais do próximo dia 10 de Março, que arranca em força amanhã.

Coelho fez questão de reforçar o compromisso da sua candidatura pela Madeira e pelo aprofundamento da Autonomia regional, assim como pela resolução dos dossiers pendentes “que se arrastam há oito anos na República”.

“Para garantirmos o desenvolvimento integral da nossa Região, urge uma revisão Constitucional, que permita uma Autonomia Política plena”, frisou, afirmando ser inadmissível e inaceitável, por exemplo, que a Constituição da República seja desrespeitada no que às transferências do Estado para os Órgãos Regionais diz respeito, nomeadamente na área da saúde e da educação, ou que, no actual quadro legislativo, os emigrantes não possam exercer seu direito de voto para a Assembleia Legislativa da Madeira.

A consignação de um Sistema fiscal próprio, o aprofundamento do IRS Jovem e consequente isenção, em sede de IMT, dos jovens que adquiram a sua primeira habitação, a existência de um contingente especial de acesso às residências Universitárias no Continente, o combate à discriminação, pelo Estado, da Universidade da Madeira e a revisão do Subsídio de Mobilidade para que os Madeirenses paguem apenas 86 e 65 euros (estudantes) nas viagens ao continente foram algumas das bandeiras a que Pedro Coelho aludiu na sua intervenção.

Defendeu, igualmente, mais investimento da República na Região, designadamente na construção e requalificação das esquadras da PSP e dos Tribunais que compete ao Estado e que, até à data, não passam “de anúncios”, assim como o acesso da Região ao Fundo Ambiental e o financiamento do Passe Sub-23 pela República “porque os nossos estudantes são também Portugueses”.

“Estamos focados no futuro da Madeira. Queremos mais Autonomia, mais Cidadania, mais Investimento e mais e melhor Mobilidade”, disse, garantindo que se apresenta às próximas eleições com uma equipa de “pessoas competentes, com experiência e que estão dispostas a dar o seu contributo, pessoal e político, pela sua Terra”, através de uma candidatura que mostra as “suas caras” e que vai à luta, sem medo e para ganhar pela Madeira. Pessoas que, uma vez eleitas, terão apenas um desígnio: o lutar não só pela Madeira que temos hoje, mas pela Madeira que sonhamos, queremos e merecemos ter.

“O que nos move é a Madeira, a Terra onde nascemos, vivemos e que merece, por direito próprio, dentro da República Portuguesa, um futuro melhor”, assegurou.


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