Rui Marote
Recordar é viver… Nos anos 70 do século passado, fazia parte do cenário paisagístico em frente ao antigo cais regional (em frente à actual Praça CR7) uma grua conhecida pelo “touro”.
Chamava atenção essa grua flutuante ancorada, que foi uma ferramenta utilizada em 1950, na ampliação de 450 metros do molhe da Pontinha.
Propriedade da JAPAM, foi herdada pela APRAM que a doou à Etermar, com dois batelões. Anos mais tarde foi desmantelada.
O arrais Alexandre, velho lobo do mar, funcionário dos portos, era o homem que conhecia todos os segredos desta grua flutuante, na realidade de marca “Tor” mas que os madeirenses apelidavam de “touro”, como se fosse forte como esse animal.
Mais tarde seguiu-se o arrais Paulo Reis, no domínio do “touro”. Durante as tempestades, acontecia de os iates fundeados no interior do porto por vezes afundarem; e era o “touro”, assim alcunhado pelos madeirenses, que trazia à superfície os ditos barcos, com a ajuda de mergulhadores.
Este jornalista fotografou num desses Invernos o iate Flying Cloud e uma lancha (ver imagens) trazidos à superfície graças ao “touro”.
Nos dias de hoje os portos estão “despidos” destes meios. Têm de recorrer a métodos de outra tecnologia. A APRAM, que hoje apelidamos de madrinha dos pobres e que foi mealheiro do Governo Regional em tempo de vacas magras, era nesses longínquos anos uma verdadeira tábua de salvação.
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