“Confiança” votou contra o Orçamento “com os maiores impostos de sempre”

A Coligação Confiança votou, na Reunião de Câmara desta quinta-feira, contra o Orçamento e o Plano de Investimentos do Funchal para 2024, por considerar que o maior orçamento de sempre deve-se apenas ao maior aumento de sempre em impostos directos sobre os funchalenses.

O vereador Miguel Silva Gouveia salienta que o orçamento para 2024 mereceu o voto contra da Coligação Confiança por motivos tanto de cariz financeiro como político.

Financeiramente, explicou que “apesar do actual executivo se vangloriar de que este é o maior orçamento de sempre, não diz que é o maior orçamento de sempre porque os impostos directos sobre os funchalenses são também os maiores de sempre”.

A Confiança denuncia mesmo que há um aumento de 10 Milhões de euros só em impostos directos, o que representa um aumento de 30% face a 2023.

“Não me parece que seja algo que mereça ser vangloriado, pelo facto de estar a carregar os funchalenses com impostos”, reforça Miguel Silva Gouveia. Adicionalmente, estão previstos também aumentos nas cobranças de águas, na ordem dos 10%; e aumentos de 10% nas cobranças das rendas que o Município cobra, afirmou.

Miguel Silva Gouveia adianta que “simultaneamente enquanto se cobram estes valores avultados aos funchalenses, pega-se em 8 milhões de euros e colocam a prazo para receber juros. Obviamente não podemos concordar que este executivo cobre mais aos funchalenses para depois colocar o dinheiro a render juros, ao invés de investir”, reforça.

No que diz respeito aos factores políticos, a Confiança não concorda com o corte de 13% no orçamento da Cultura, bem como um corte de 60% no Urbanismo, área que revelam ter “carências evidentes” e onde defendem que “é necessário investir”.

O vereador considera que a habitação deveria ser uma aposta “clara e inequívoca”, no entanto aponta que “a habitação e infraestruturação da cidade, compromissos que foram prometidos no início do mandato do actual executivo, neste orçamento continuam sem ser contemplados”.

Miguel Silva Gouveia lamenta portanto que as prioridades do actual executivo estejam trocadas, aludindo que “para seminários e congressos existe mais de 1 milhão de euros para gastar, a que se soma um aumento de meio milhão para consultoria externa”, verbas que podiam servir para apoio directo às famílias funchalenses durante este período económico mais conturbado.

“São opções que nós julgamos erradas e que, se tivermos oportunidade, iremos corrigir num futuro que se espera próximo”, conclui.


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