PCP apela a participação na manifestação do Dia do Trabalhador

O PCP saúda, a propósito do Dia do Trabalhador,  a União dos Sindicatos da Região Autónoma da Madeira e, por seu intermédio, todos os trabalhadores da Madeira e do Porto Santo.

“Há 136 anos, no dia 1 de Maio, centenas de milhares de operários de Chicago, conscientes da necessidade de humanização no mundo do trabalho, iniciaram uma luta histórica: a greve geral pela jornada de oito horas de trabalho diário. A violenta repressão associada à justeza da reivindicação e os seus reflexos a nível internacional determinou a declaração do dia 1 de Maio como o dia Internacional do Trabalhador”, refere uma nota.

“Desde então, o movimento operário e sindical internacional reforçou a sua organização, alargou e envolveu na acção uma sociedade sedenta de justiça social, de paz, de liberdade, de democracia e de igualdade. Lançou, assim, pontes para o futuro, assumindo um papel central e determinante para os nossos dias”, diz um comunicado.

“As lutas dos trabalhadores e da organização do movimento sindical, nacional e internacional, têm contribuído decisivamente para um objectivo comum: a defesa da dignidade das mulheres e dos homens trabalhadores”, refere-se.

“Com o surto epidemiológico COVID-19 ficou mais que provado que a precariedade laboral  foi o principal factor do aumento galopante do desemprego na nossa Região. Uma economia baseada na precariedade laboral e nos baixos salários, como é a economia regional, não dá as condições laborais necessárias para o aumento da produtividade, mas também não garante a estabilidade  ao trabalhador para conciliar o trabalho com a sua vida familiar e social”, diz o PCP.

“A redução do desemprego que se verifica na nossa Região está a ser consolidada através do aumento da precariedade laboral. Segundo as estatísticas regionais no 4º trimestre de 2020 cerca 15.000 trabalhadores com vínculos precários na Região, já no 4º trimestre  de 2021 existiam 18.500 trabalhadores com vínculos precários na Região”.

“Perante esta realidade é necessário tomar medidas para inverter o rumo de precarização do mundo do trabalho, valorizando o trabalho e os trabalhadores, garantindo emprego com direitos e valorizando os salários e as remunerações, garantindo que a cada posto de trabalho permanente represente um vínculo laboral efectivo”, sublinha-se.

“É preciso combater a precariedade, sinónimo de baixos salários, horários incertos, falta de direitos e garantias, essa instabilidade permanente, que compromete o futuro de todos, mas sobretudo o dos jovens e o desenvolvimento do nosso país”.

Num tempo em que o custo de vida aumenta, ganha ainda mais urgência o aumento geral dos salários e das pensões. Porque só com mais salário, com a valorização das carreiras e profissões é que o país avança e se desenvolve.

“Urge mobilizar os trabalhadores e populações em torno das suas justas reivindicações, nomeadamente na defesa do emprego com direitos, no direito de contratação colectiva, pelo aumento dos salários e de outros direitos, pelas 35 horas de trabalho semanal, por serviços públicos de qualidade e pela melhoria das obrigações do Estado na Saúde, no Ensino e na Segurança Social”, insiste-se.

O PCP apela a todos os trabalhadores  e à população em geral a participar massivamente na manifestação promovida pela a União dos Sindicatos da Madeira, para o dia 1º de Maio, com concentração marcada para as 10:00 junto à Assembleia Legislativa Regional, com saída em manifestação às 10:30 rumo ao Jardim Municipal seguida de intervenções sindicais.