Luísa Santos é a candidata do Bloco de Esquerda, pelo Círculo da Madeira, às Eleições Legislativas Nacionais de 30 de janeiro. O BE concorre para reconquistar o deputado pela Madeira que já teve, em são Bento, na Legislatura de 2015.
FUNCHAL NOTÍCIAS: Com que objetivo o BE concorre pelo círculo da Madeira?
LUÍSA SANTOS: Estas eleições são muito importantes, vamos votar depois de 2 anos em pandemia. Uma pandemia que colocou a nu os nossos grandes problemas o que provocou ainda mais sofrimento às pessoas.
Os nossos principais objetivos políticos são:
Lutar por um serviço público de saúde universal e acessível a todos. Melhorar as condições de trabalho para a esmagadora maioria de quem vive do ordenado.
Defender os interesses da maioria dos madeirenses.
FN: Quais são as cinco principais medidas que merecem ser defendidas na Assembleia da República?
LS: Ligações aéreas ao continente em regime de serviço público, garantir o valor fixo.
Ligação marítima de passageiros entre Continente e ilhas;
Reforço de financiamento da Universidade da Madeira;
Revisão da Lei das Finanças Regionais com reforço de verbas pelo menos para os níveis pré 2012 (Passos Coelho/troika);
Recuperação dos serviços públicos da responsabilidade da República.
FN: Quem são os seis candidatos efetivos do BE?
LS: Luísa Santos, psicóloga clínica – 50 anos;
Miguel Silva, vigilante -37 anos;
Neli Azevedo, técnica de tráfego e assistência – 52 anos;
Paulo Sousa, motorista de turismo – 46 anos;
Carina Quintal, comercial- 41 anos;
Rui Ferrão, docente de ensino- 52 anos.
FN: Quanto vai gastar o BE-Madeira nesta campanha
LS: É uma campanha nacional como tal o orçamento é nacional. O BE tem de orçamento 610 000 euros. Como sabemos e infelizmente ainda estamos em pandemia como tal, todas as atividades de campanha têm isso em conta, e dia a dia vamos nos adaptando à situação pandêmica.
FN: Para ser eleito são precisos entre 14 a 15 mil votos. Com 16 forças políticas a concorrer, que hipóteses tem o BE?
LS: Em 2015 elegemos um deputado, não seria a primeira vez que isto acontece.
Os madeirenses e portossantenses não devem eleger deputados que não defendem a melhoria das condições de vida da população insular. Achamos que tanto o PS como o PSD usam o “faz de conta” na resolução dos problemas, e no final do dia fica tudo na mesma. Esforçam-se continuamente na guerrilha partidária, arrastam a resolução dos problemas, eternizando a pobreza que alastra, contribuindo sempre para a manutenção dos monopólios que os alimentam.
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