A vereação da Confiança à Câmara do Funchal veio, após notícia de despedimento colectivo em marcha na FrenteMar Funchal, manifestar-se contra o mesmo. Miguel Silva Gouveia diz ter sido ontactado por trabalhadores da dita empresa municipal, e, na sequência desse contacto, repudia publicamente em nome da coligação “o despedimento colectivo que o executivo PSD/CDS se prepara para fazer (…)”.
“Esta atitude demonstra por um lado a desonestidade da coligação PSD/CDS que se tinha comprometido em salvaguardar todos os postos de trabalho e, por outro, a total insensibilidade com que anuncia rescisões de contratos em plena quadra natalícia, deixando várias famílias em situação de incerteza e instabilidade”, denuncia o ex-edil do Funchal.
Em 2020, acrescenta, “a proposta de dissolução da empresa Frente MarFunchal apresentada pela Confiança e que permitia a salvaguarda 115 trabalhadores da empresa, integrando-os nos quadros da autarquia, foi chumbada por duas ocasiões na Assembleia Municipal pela maioria PSD/CDS. Hoje, quando o assunto poderia estar resolvido há mais de um ano, salvaguardando os trabalhadores, os fornecedores e as actividades da empresa, somos confrontados com as verdadeiras intenções destes partidos que passa pelo despedimento colectivo fortemente conotado com motivações políticas”, acusa.
Os vereadores da Confiança questionaram, na semana passada, a maioria sobre este assunto, em reunião do executivo. Em causa estavam os motivos das cessações de comissões de serviço de dirigentes de alguns Departamentos e Divisões que têm vindo a exercer funções há vários anos, após concursos de recrutamento público para os mesmos.
“A resposta confirmou que a exoneração dos visados foi baseada em razões políticas, atropelando princípios fundamentais como a igualdade e a não discriminação política ou de outra índole, pelo que a Confiança colocou os seus recursos à disposição para auxiliar os referidos trabalhadores a defenderem os seus direitos”, refere Miguel Gouveia.
A equipa da Confiança na CMF afirma que continuará a defender os direitos destes e de todos os trabalhadores que se vejam a braços com situações persecutórias e discriminatórias e que se sintam lesados pela nova gestão autárquica.
A Confiança sugere ainda à coligação PSD/CDS que tenha o “bom senso e a elevação” que pediu à oposição e saiba ser ‘magnânimo na vitória’, terminando as atitudes persecutórias para com aqueles que tiveram ou têm opções políticas diferentes.
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